Destaque

 

Governo do RJ e Onip estudarão geração de energia submarina


A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro firmou parceria com a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) e a Usina Termelétrica Governador Leonel Brizola, da Petrobras, para estudar formas de atender a demanda de energia elétrica no fundo do mar, considerada como um dos principais desafios do desenvolvimento do pré-sal.

Ao contrário das plataformas de exploração e produção de petróleo existentes hoje, com módulos de geração de energia elétrica a gás incorporados em sua estrutura, os campos gigantes do pré-sal terão a maior parte de seus equipamentos instalados no solo marinho e deverão ser movidos com energia também instalada no fundo dos oceanos.

O desenvolvimento dessa tecnologia está integrado ao Cluster de Subsea, que visa integrar os atuais fornecedores desse segmento existente no estado, além de atrair novas empresas para se instalarem aqui.
"De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Rio deve receber, nos próximos 10 anos, R$ 12 bilhões para desenvolvimento tecnológico na área de subsea. A estimativa é que, em cinco anos, o número de empresas da cadeia de suprimentos para equipamentos submarinos destinados à produção de óleo e gás dobre no estado", disse o subsecretário de Energia, Marcelo Vertis.

O estudo, que será realizado pela Onip durante um ano, como contratada da Petrobras, envolve recursos de R$ 1 milhão, garantidos através de isenção fiscal, via diferimento do ICMS. O incentivo é previsto por lei estadual para investimentos em projetos de geração de energia elétrica com fontes alternativas ou em estudos e projetos de energia ou conservação de energia em prédios públicos.

Entre os objetivos do estudo, estão a formulação de relatórios sobre o setor de energia e distribuição de energia em ambiente submarino e os equipamentos integrados, e a estimativa da demanda brasileira e internacional por esses equipamentos e sistemas. Além disso, será feito o mapeamento do mercado, abrangendo empresas fabricantes e grandes fornecedores dos equipamentos.

Também será realizada uma avaliação dos instrumentos existentes para financiamento e incentivo do setor e, ainda, disponibilizado um relatório final com propostas de ações que garantam a competitividade para operacionalização da produção de equipamentos e prestação de serviços para geração e distribuição de energia e produção submarina de óleo e gás no estado.

Entre os tipos de geração que serão estudados estão a eólica, a fotovoltaica e a gerada a partir da movimentação das ondas do mar. O estudo faz parte do Programa Rio Capital da Energia, que incentiva ações ligadas à inovação tecnológica, eficiência energética e redução de emissões.


Fonte: Ascom Sedeis
 

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Petróleo opera acima de US$108, rumo ao maior ganho semanal desde julho

 

O petróleo Brent estava próximo de 108 dólares o barril, na última sexta-feira, caminhando para seu maior ganho semanal desde o início de julho diante de expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, irá manter sua política monetária expansionista por enquanto. 

A turbulência na Líbia também sustentava os preços do petróleo, com a produção em queda para uma fração de sua capacidade de 1,25 milhões de barris por dia. Protestos em portos de petróleo têm custado à Líbia acima de 6 bilhões de dólares e têm começado a prejudicar a oferta de energia no país do norte da África. 

Janet Yellen, que provavelmente será a nova chefe do Federal Reserve, defendeu, na quinta-feira, as medidas de estímulos favoráveis às commodities do banco central norte-americano, sugerindo que qualquer "redução" não será iminente caso ela obtenha o cargo. 

Às 11h36 (horário de Brasília), o petróleo Brent tinha queda de 0,25 dólar, a 108,03 dólares e parecia a caminho de um ganho semanal de mais de 2,5 por cento. O petróleo dos Estados Unidos subia 0,15 dólar, para 93,90 dólares.
Agência Reuters

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Petrobras licitará 11 plataformas em 2014

 

A Petrobras irá licitar 11 unidades de produção em 2014, e segundo a presidente da estatal, Graça Foster, os processos começarão no mês de março. "Todas estão na minha curva de produção (Plano de Negócios e Gestão) e já têm nome, telefone, endereço, dia e hora para entrar em operação", afirmou a executiva na cerimônia que marcou a conclusão das obras na P-58, no Estaleiro Honório Bicalho, em Rio Grande (RS).

Confiante de que conseguirá cumprir as metas traçadas para 2013, Foster garantiu que este será um ano especial para a Petrobras. "Colocaremos nove unidades em produção em todo o país... É algo inimaginável", afirmou. Porém, apenas três dessas unidades entraram em operação este ano: os FPSOs Cidade de São Paulo, Cidade de Paraty e Cidade de Itajaí (este último, entregue no final de 2012).

 

P-58

O navio convertido chegou ao Brasil em outubro de 2011, vindo de Cingapura, onde foi realizada a adequação do casco. As obras da P-58 geraram cerca de 4,5 mil empregos diretos.

A unidade será instalada no norte do Parque das Baleias, na Bacia de Campos, litoral do Espírito Santo e vai extrair petróleo tanto da camada pré-sal, quanto da camada pós-sal. Tem capacidade de produção de 180 mil barris de óleo por dia e de compressão de 6 milhões de m³ de gás por dia.



Fonte: Revista TN Petróleo

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Brasil e China intensificam parceria

O Brasil e a China firmaram na quarta-feira (6) o Plano Decenal de Cooperação para o período de 2013 a 2022 na 3ª reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), em Cantão, na China. O plano fora acordado em 2012, na visita do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, ao Brasil.

No encontro de ontem, que teve a participação do vice-presidente Michel Temer, as relações entre a China e o Brasil foram elevadas à parceria estratégica global. Na ocasião, foi feita uma avaliação positiva do contato bilateral, do desempenho nas áreas comercial, de investimentos e da cooperação em ciência, tecnologia, inovação, cultura educação. As trocas entre os dois países atingiram US$ 80 bilhões em 2013.

Ficou acertado na reunião intensificar o esforço conjunto para diversificar mais a relação sino-brasileira, com ênfase em agricultura, energia e infraestrutura. A Cosban é o mecanismo de encontro permanente de mais alto nível entre os governos do Brasil e da China, com a participação dos vice-chefes de governo dos respectivos países.

"A bem-vinda participação de empresas chinesas no consórcio para a exploração do Campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, abre importantes novas perspectivas para nossa atuação conjunta no setor de petróleo e gás. Estimulo a participação chinesa nesses empreendimentos, que haverão de fortalecer ainda mais nosso conhecimento e confiança mútuos, com ganhos compartilhados", disse o vice-presidente Michel Temer.

"Estamos abertos a investimentos chineses no Brasil, em especial nas áreas ferroviária, de portos, aeroportos e rodovias. Muitos desses projetos estão inseridos no contexto maior da integração física na América do Sul, o que os torna ainda mais atraentes para investimentos externos", declarou o vice-primeiro ministro chinês, Wang Yang.

Os dois países reiteraram a necessidade de cooperar no âmbito do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), do G20 - grupo das 20 maiores economias mundiais -, e do Basic - formado por Brasil, África do Sul, Índia e China -, sobre mudança do clima.

O documento elaborado na reunião confirma a visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil em 2014, quando serão celebradas quatro décadas de relação bilateral entre Brasília e Pequim. Representantes da China também deverão vir ao Brasil no próximo ano para participar da 6ª Cúpula do Brics, em março, em Fortaleza. Um dos pontos mais importantes no âmbito desse grupo de países emergentes é a criação de um banco de desenvolvimento.

Sobre a segurança e a privacidade de dados na internet, no contexto das recentes denúncias de espionagem dos Estados Unidos a diversos países, a China e o Brasil reiteraram a importância de a comunidade internacional alcançar regras e padrões de regulação universalmente aceitas sobre tecnologia da informação e comunicação. Na última sexta-feira (1º), o Brasil e a Alemanha apresentaram à Organização das Nações Unidas (ONU) um projeto de resolução sobre o tema, em que enquadram a espionagem como uma violação aos direitos humanos.

Sobre a reforma da governança global, com ênfase à do Conselho de Segurança da ONU, a China voltou apoiar a aspiração brasileira de desempenhar um papel mais proeminente no órgão, sem, no entanto, mencionar apoio expresso ao pleito do Brasil em assumir um assento permanente no conselho, depois de uma possível reforma. Também foi mencionada a necessidade de atualização da fórmula de estabelecimento de quotas do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o aumento da participação e do poder de decisão de países em desenvolvimento sobre a aplicação dos fundos.

No âmbito do comércio, o Brasil pediu à China a suspensão do embargo às exportações brasileiras de carne bovina; a habilitação de novos estabelecimentos exportadores de carne de frango e suína; e a assinatura do Protocolo Fitossanitário do Milho, cuja negociação foi concluída com sucesso, na Subcomissão de Inspeção e Quarentena da Cosban.

Na área de ciência e tecnologia, foi confirmado o lançamento do satélite China-Brasil 3 (Cbers-3, sigla em inglês para Brazil-China Earth-Resources Satellite) em dezembro deste ano e do Cbers-4, em 2015. O Cbers-3 será o primeiro da família de satélites sino-brasileiros a integrar uma câmera para satélite 100% desenvolvida e produzida no Brasil. Ela vai registrar imagens para o monitoramento de recursos terrestres. Desde o inicio da parceria entre os países, em 1988, foram lançados os Cbers 1, 2 e 2-B.

 

*Na foto: O vice-presidente do Brasil, Michel Temer e o vice-primeiro ministro chinês, Wang Yang.

Fonte: Agência Brasil

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Petrobras é uma das dez maiores credoras da OGX

 

 

 

 

A lista de credores da OGX, à qual O GLOBO teve acesso, revela que a empresa de Eike Batista tem dívida com órgãos públicos e com empresas controladas pelo governo federal, como a Petrobras. A estatal petrolífera tem crédito a receber de R$ 37 milhões, já vencidos, o que a coloca entre os dez maiores credores de sua concorrente privada. Procurada, a estatal não comentou.

Entre os demais órgãos públicos estão os Ministérios dos Transportes (R$ 100 mil) e da Fazenda (R$ 14 mil). A Caixa também aparece na lista, com débito de R$ 120 mil, parcialmente vencido. A dívida total da OGX é de R$11,2 bilhões.
 
A empresa de Eike deve R$ 757 mil ao Serrador Empreendimentos e Participações, dono do edifício Serrador, no Centro, que é sede do grupo. O valor se refere ao aluguel que ainda terá de ser pago ao dono do prédio.
 
Além da OGX, MMX (mineração), LLX (logística) e OSX (construção naval) estão lá. Não se sabe por quanto tempo.
 
Os maiores credores são os detentores de bônus emitidos no exterior (R$ 8,1 bilhões), seguidos pela OSX (R$ 2,4 bilhões). A dívida com a OSX, porém, ainda é questionada pela OGX. O grupo francês Schlumberger é o terceiro maior credor, com R$ 202,9 milhões. A cifra inclui não apenas a holding como também a M-I Swaco, que pertence ao grupo. Só a filial brasileira tem a receber R$ 88 milhões. Nenhum dos credores da lista têm garantia real. A OGX não tem passivo trabalhista.
 
Uma carta na manga da companhia para que os credores aprovem seu plano de recuperação judicial é o acordo firmado entre a OGX e a Eneva, confirmado na manhã de ontem. O acerto prevê um aumento de capitai de R$ 250 milhões na OGX Maranhão,ainda sem data para ocorrer. A alemã E.ON, acionista majoritária da Eneva, vai injetar R$ 50 milhões na empresa, enquanto o fundo Cambuhy, do grupo Moreila Salles, injetará os R$ 200 milhões restantes. Assim, a OGX, que tem 66,7% na sua subsidiária, será diluída, ficando com 36,36%. Essa fatia será, posteriormente, comprada pelo Cambuhy por mais R$ 200 milhões.
 
Ao fim do processo, a OGX Maranhão deixará o grupo e se tornará uma empresa independente, levando consigo oito blocosna Bacia do Parnaíba (MA), onde já há produção de gás. O acordo prevê ainda que a OGX Maranhão pague uma dívida de R$ 144 milhões à OGX. No fim das contas, a petroleira de Eika terá uma injeção de capital novo de R$ 344 milhões, que deverá ser usado para pôr em operação o campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos
 
 
Fonte: O Globo

 

 

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Dilma diz que Libra é 'passaporte para o futuro'

    A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (28) que o leilão da exploração do pré-sal no Campo de Libra, na Bacia de Santos, é um "verdadeiro passaporte para o futuro", na medida em que trará ao país mais investimentos, tecnologia, emprego e renda. Ao participar do programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que o governo vai exigir que praticamente 60% dos equipamentos e serviços usados na produção sejam fabricados em território nacional.


    O leilão de Libra, na semana passada, foi o primeiro feito sob o regime de partilha. Um consórcio formado por cinco empresas – a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, as chinesas CNPC e CNOOC e a Petrobras – venceu a disputa. Na ocasião, Dilma fez um pronunciamento na rede nacional de rádio e TV e declarou que há “equilíbrio justo” entre os interesses do Estado e das empresas que vão explorar e produzir o petróleo.


    No programa desta segunda-feira, a presidenta enfatizou que, pelo modelo de partilha, o Brasil fica com 85% do petróleo retirado do fundo do mar e pode transformar essa riqueza em educação, saúde, desenvolvimento e criação de empregos. Segundo a presidenta Dilma, o leilão do Campo de Libra vai render R$ 1 trilhão para o governo federal, os estados e os municípios nos próximos 35 anos, além de fortalecer a indústria naval brasileira.


    "Libra é a prova de que é perfeitamente possível preservar o interesse do povo brasileiro e atrair o interesse das empresas privadas", disse. Dilma também explicou que o modelo de partilha é adotado quando há petróleo de boa qualidade no campo e já se sabe a localização. Quando há dúvida em relação a esse aspecto – localização do combustível fóssil – o modelo adotado, segundo ela, é outro: o de concessão.
"Como o risco de não encontrar petróleo é alto [quando não se sabe a localização], as empresas petroleiras que o assumem, pagam royalties e participações especiais para o governo federal, os estados e para as prefeituras, e ficam com o petróleo. É justo, pois a taxa de sucesso é de apenas 20%, no melhor dos casos. No pré-sal é diferente. É por isso que nós chamamos de regime de partilha, porque dividimos o petróleo”, explicou.

 

    A presidenta acrescentou que no próximo mês as empresas vencedoras do leilão vão pagar, ao assinar o contrato com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), R$ 15 bilhões ao governo federal. A expectativa é que a produção no Campo de Libra comece em cinco anos.

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Petrobras notifica nova descoberta de petróleo no CE 

 

Novos indícios de petróleo foram encontrados pela Petrobras em águas profundas no Ceará. A estatal fez nova notificação da descoberta, ocorrida durante perfuração de poço na Bacia Potiguar, à Agência Nacional de Petróleo (ANP). O registro se deu há pouco mais de um mês desde que a estatal fez a primeira descoberta no local, na mesma profundidade de 1.924 metros.
 
Chamado tecnicamente de 1-BRSA-1175-CES, o poço testa o prospecto de Tango e está localizado na parte cearense da Bacia Potiguar (que inclui também o Rio Grande do Norte), dentro do bloco POT-M-665. O poço é o segundo a ser perfurado em mar na área da bacia pertencente ao Estado do Ceará. Até o momento, só se explora petróleo no Estado em terra na Potiguar, em poços na Fazenda Belém.
 
O bloco está sendo explorado pela Petrobras, que é a operadora, com 40% de participação, em parceria com a britânica BP, com outros 40%, e a portuguesa Petrobras, com os 20% restantes.
 
Exigência
 
"Os contratos de concessão de blocos exploratórios firmados com a ANP determinam que qualquer indício de petróleo, gás natural ou outros hidrocarbonetos, dentro da área de concessão, seja notificado à ANP, em caráter exclusivo pelo operador. Essa exigência consta dos contratos-padrão da agência reguladora e é obrigação para todas as empresas concessionárias que operam no Brasil", esclareceu a Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa.
 
"Esta notificação é de caráter preliminar e a campanha exploratória continua. Com a continuidade das atividades exploratórias e análise dos dados coletados, será possível avaliar o volume de óleo e declarar ou não a comercialidade da descoberta", acrescentou. A Petrobras comunicou a descoberta à ANP no último dia 06 de setembro. No dia 5 de agosto, a estatal havia feito a primeira comunicação de achado no poço.
 
A exploração em Tango está sendo conduzida pela semissubmersível Ocean Courage, que foi contratada por US$ 407 mil por dia. Com esta última de Tango, a Petrobras já realizou, este ano, quatro notificações de descoberta de indícios de petróleo. Duas neste poço e outras duas no poço denominado Araraúna. Chamado tecnicamente de 1-BRSA-1158-CES, no bloco POT-M-760, este poço está sendo perfurado, desde o dia 11 de fevereiro, pelo consórcio formado pelas empresas Petrobras, que é a operadora, IBV e Petrogal Brasil S.A.
 
Os primeiros indícios foram informados no dia 16 de junho e, mais tarde, no dia 30 de julho. A perfuração de Araraúna é conduzida pela sonda Deepwater Discovery, da Transocean, afretada pela taxa diária de US$ 463 mil.
 
A descoberta de indícios de petróleo foi feita a uma profundidade de 975 metros de lâmina d´água. Em agosto passado, a Petrobras informou que estava concluindo a perfuração deste poço, mas ainda não finalizou esse processo.
 
De acordo com informações anteriores da Petrobras, os planos da empresa previam a perfuração de cinco poços em território cearense da bacia Potiguar, que ficam a cerca de 41,5 quilômetros da costa do município de Icapuí, no Ceará.
 
Faltariam, dessa forma, outros três poços, que são os prospectos denominados Jandaia, Louro e Xaxado. A empresa não esclareceu sobre o cronograma de perfuração dos novos poços, nem do resultado daqueles que já foram perfurados.
 
Bacia do Ceará
 
Além destes, a Petrobras já realizou a perfuração de outros dois poços marítimos na Bacia do Ceará, no litoral da Paracuru, que foram os primeiros do Estado em águas profundas. O poço Pecém teve notificação de indícios de petróleo à ANP em agosto de 2012, a uma profundidade que alcançou os 2.130 metros de lâmina d´água, e o Canoa Quebrada, em dezembro do ano passado, a uma profundidade de 1.934 metros de lâmina d´água.
 
 
Fonte: Diário do Nordeste

 

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Petrobras descobre grande reserva de petróleo em Sergipe

 

 

 

    Uma campanha exploratória na costa de Sergipe mostra que uma área controlada pela Petrobras e um parceiro indiano possivelmente possui mais de um bilhão de barris de petróleo, disseram à Reuters fontes do governo e da indústria, reforçando esperanças de que a região se tornará em breve a maior nova fronteira petrolífera do País.

    A Petrobras e a IBV Brasil, uma joint venture igualmente dividida entre as indianas Bharat Petroleum (BPCL) e a Videocon Industries, avaliaram que o bloco marítimo de exploração SEAL-11 contém grandes quantidades de gás natural e petróleo leve de alta qualidade, segundo cinco fontes do governo e da indústria com conhecimento direto sobre os resultados da perfuração.

    O bloco SEAL-11 e suas áreas adjacentes, a 100 quilômetros da costa do Estado de Sergipe, podem conter mais de 3 bilhões de barris de petróleo "in situ", segundo duas das fontes. Se confirmada, a descoberta seria uma das maiores do ano nomundo. A Petrobras detém 60% do SEAL-11, enquanto a IBV possui 40%.

    A Petrobras tem apostado, desde que comprou os direitos de perfurar a área há uma década, que as águas de Sergipe possuem grandes quantidades de petróleo e gás. Como operadora do bloco, a Petrobras registrou descobertas na área junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nos últimos anos, conforme é exigido por lei, mas ainda tem que anunciar suas estimativas sobre o tamanho potencial da reserva. A última perfuração deixa claro o quão grande a descoberta pode ser, disseram as fontes.

    A área, onde a Petrobras está agora perfurando poços de avaliação, também oferece a oportunidade de aumentar a produção brasileira, com reservas de perfuração mais fácil e barata do que no pré-sal, gigantesca reserva em águas profundas, no litoral do Sudeste brasileiro. A primeira produção em SEAL-11 e suas áreas adjacentes é esperada para 2018, disse a Petrobras em nota.

    "Sergipe, sem dúvidas, tem um grande potencial e excelentes perspectivas", disse à Reuters uma fonte do governo brasileiro com conhecimento direto sobre as descobertas da Petrobras e da IBV e de seus planos de desenvolvimento. "Eu diria que Sergipe é a melhor área do Brasil em termos de perspectiva depois do pré-sal."

    Pré-sal é o nome dado a uma série de reservas de petróleo preso muito abaixo do leito marinho, sob uma camada de sal, nas Bacias de Campos e Santos. As estimativas e perspectivas sobre Sergipe às quais a Reuters teve acesso se baseiam em pelo menos dez indícios de petróleo e gás em sete poços, conforme comunicados enviados à ANP desde 16 de junho de 2011.

    Em respostas enviadas por email, a Petrobras declinou dizer quanto petróleo estima haver em SEAL-11 e seus blocos adjacentes, mas disse que 16 poços perfurados desde 2008 na região de águas profundas de Sergipe encontraram vários acúmulos de petróleo, "que compõem uma nova província de petróleo na região".

    O número exato somente será conhecido quando os planos de avaliação forem concluídos em algum momento de 2015, disse uma fonte da BPCL na Índia sob condição de anonimato. Alguns especialistas da indústria acreditam que os testes podem demorar mais, pelo fato da Petrobras estar atualmente sobrecarregada com outros investimentos gigantescos e estar enfrentando dificuldades para levantar fundos.

    A fonte da BPCL disse que o SEAL-11 provavelmente possui entre 1 e 2 bilhões de barris de "petróleo in situ", um termo que inclui reservas impossíveis de recuperar e aquelas que podem ser economicamente produzidas. O volume pode aumentar quando as reservas nos blocos subjacentes forem incluídas.

    Se a área revelar possuir 3 bilhões de barris "in situ" ou mais, ela seria capaz de produzir 1 bilhão de barris, com base nas taxas de recuperação do Brasil, de 25 a 30 por cento do petróleo existente, disse um especialista do setor petrolífero com conhecimento direto sobre o programa de perfuração.

    A Petrobras e seus parceiros continuam a perfurar a área e solicitaram que a ANP aprove 8 planos de avaliação de descoberta para a região marítima, último passo antes do campo ser declarado comercialmente viável.

Gigante ou super gigante

    Além SEAL-11, a Petrobras fez pelo menos mais oito descobertas no bloco vizinho SEAL-10, que é 100% de propriedade da estatal brasileira, e mais duas descobertas no bloco SEAL-4, com 75% detidos pela Petrobras e 25% pela indiana Oil & Natural Gas Corp (ONGC), segundo dados da ANP.

    As descobertas não indicam, necessariamente, que há petróleo ou gás em quantidades comerciais. Todo óleo e gás encontrados durante perfurações, por mais insignificantes, devem ser comunicados à ANP.

    A relutância da Petrobras para estimar as reservas no campo de Sergipe não é incomum na indústria do petróleo, onde muitas empresas só confirmam as estimativas de reservas após extensas perfurações.

    Tal atitude, no entanto, contrasta com a avidez das autoridades brasileiras em enaltecer a área super gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. Em maio a ANP disse que Libra possui de 8 a 12 bilhões de barris de óleo recuperável, com base na perfuração de um único poço. O governo planeja leiloar os direitos de produção em Libra, maior descoberta petrolífera do Brasil, em 21 de outubro.

    Caso a descoberta de Sergipe seja confirmada, o petróleo e o gás encontrados em SEAL-11 podem se tornar a primeira descoberta brasileira "super gigante" (na casa dos bilhões de barris) fora da região do pré-sal, onde Libra está localizada.

    Recentes perfurações também sugerem que um campo gigante de gás natural pode se estender para muito além de SEAL-11, com gás suficiente para suprir todas as necessidades atuais do Brasil "durante décadas", disse uma das fontes.

    Mesmo que o volume recuperável em Sergipe fique na categoria "gigante", ou seja, na faixa das centenas de milhões de barris, a área ainda seria a primeira grande descoberta marítima no Nordeste do Brasil, uma das regiões mais pobres do país.

    "A descoberta é muito grande, e caso seja desenvolvida poderia transformar a economia do nosso Estado e da nossa região", disse à Reuters o subsecretário de Desenvolvimento Energético do governo de Sergipe, José de Oliveira Júnior.

    Oliveira Júnior disse que não poderia dar uma estimativa do tamanho das reservas em SEAL-11, mas que elas são tão grandes que a Petrobras teria dito ao governo que provavelmente não será capaz de considerar o desenvolvimento da área por cerca de seis anos.

Autoridades em Sergipe estão ansiosas para desenvolver a área rapidamente. Petróleo há muito tempo tem sido produzido no Estado, principalmente em terra, mas os volumes são pequenos. A produção mensal em Sergipe é menor do que os maiores campos brasileiros produzem em uma questão de horas.

Os frutos da descoberta, no entanto, podem levar anos para chegar até os acionistas e residentesde Sergipe, apesar de sua proximidade da costa, da qualidade do óleo e de os reservatórios de menor complexidade sugerirem que seria mais barata para desenvolver do que os campos gigantes do pré-sal, disseram as fontes.

    Situada em áreas com rochas mais porosas e permeáveis, o óleo leve poderia ser relativamente mais fácil de ser extraído em relação ao petróleo do pré-sal, mais pesado e preso em rochas mais compactas, disse uma fonte da indústria no Brasil.

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Consórcio formado por Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC arrematam Libra

O consórcio formado pelas empresas Petrobras (40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%) ganhou o 1º leilão do pré-sal. Segundo a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, o contrato, que envolve um período de 35 anos, será assinado entre as empresas ganhadoras e o ministro e Minas e Energia, Edson Lobão, dentro de um mês.

O grupo, único a apresentar proposta para a área, ofertou excedente de óleo de 41,65%. O bônus de assinatura que deverá ser pago é de R$ 15 bilhões, e o investimento exploratório mínimo é de R$ 610.903.087,00 milhões.

A ANP estima que Libra necessitará de 12 a 18 plataformas de grande porte, e de 60 a 90 barcos de apoio. A agência reguladora também projeta que o prospecto de Libra gere R$ 300 bilhões em royalties, e R$ 600 bilhões de lucro.

A Petrobras terminou o certame com 40% de participação total no campo - 30% dessa participação exigida nas regras do certame. Logo, terá que desembolsar, sozinha, R$ 6 bilhões.

Onze empresas se inscreveram para participar da disputa: CNOOC International Limited (China), China National Petroleum Corporation, CNPC (China), Ecopetrol (Colômbia), Mitsui & Co. (Japão), ONGC Videsh (Índia), Petrogal (Portugal), Petrobras (Brasil), Petronas (Malásia), Repsol/Sinopec (Espanha/China), Shell (Reino Unido/Holanda) e Total (França). Duas delas não depositaram as garantias.

Perspectivas

O pico da produção estimado para o Campo de Libra será de 1,4 milhão de barris de petróleo por dia, em dez ou 15 anos, de acordo com Magda Chambriard.

A ANP estima que Libra tenha entre 8 e 12 bilhões de barris recuperáveis de petróleo, o que corresponde a uma reserva "in situ" - nem toda ela capaz de ser extraída com a tecnologia atual - variando entre 26 bilhões a 42 bilhões de barris de petróleo, segundo estimativa da consultoria Gaffney, Cline, contratada pela agência reguladora.

Entre as obrigações do consórcio estão: a perfuração de mais poços, testes de reservatório e delimitação da área do campo, que tem mais de 1,5 mil quilômetros quadrados de extensão - em lâmina d'água de aproximadamente 1.500 metros.

Outro desafio para o consórcio será o escoamento do gás que será produzido. As estimativas são de que a produção de gás chegue a 20 milhões de metros cúbicos/dia, o equivalente a dois terços das atuais importações da Bolívia. Contudo, como não existe gasoduto na área. A Petrobras já sinalizou que grande parte da produção de gás no pré-sal será reinjetada nos poços, frustrando setores da indústria.

Fonte:TNPetróleo

 

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Governo realiza o leilão de Libra, a maior reserva de petróleo do Brasil 

 

Na expectativa sobre o número de consórcios participando da disputa e de protestos contra a “entrega do pré-sal” a empresas estrangeiras, o governo realiza nesta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, o leilão do campo de Libra, o primeiro prevendo a exploração de petróleo e gás natural na camada pré-sal sob o regime de partilha (em que a União fica com parte do óleo extraído pelas empresas vencedoras).

Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a exploração do campo de Libra deve dobrar as reservas nacionais de petróleo – a estimativa é que o volume de óleo recuperável seja de 8 bilhões a 12 bilhões de barris – as reservas nacionais são hoje de 15,3 bilhões de barris. As reservas de gás somam atualmente 459,3 bilhões de metros cúbicos e também devem duplicar com Libra.

O leilão, previsto para começar às 14h no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, deve ser marcado por protestos de trabalhadores, sindicalistas, ambientalistas e representantes de movimentos sociais, contrários à "entrega" de Libra à exploração da iniciativa privada.
 
Otimismo
 
Nas últimas semanas, o governo se esforçou para mostrar otimismo em relação ao sucesso do leilão que, nas palavras do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, vai entregar ao consórcio vencedor “a maior área para exploração de petróleo no mundo” – a expectativa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é que sejam recuperados em Libra entre 8 e 12 bilhões de barris de óleo.
 
Esse esforço se deu depois que apenas 11 empresas, entre elas a Petrobras, confirmaram interesse pelo negócio e ficaram de fora da disputa gigantes do setor como as norte-americanas Exxon Mobil e Chevron e as britânicas BP e BG. A previsão inicial da diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, era de que até 40 empresas participassem do leilão.
 
Oficialmente, o governo diz que a ausências das petroleiras norte-americanas e britânicas está relacionada à conjuntura econômica atual, influenciada pela crise financeira. E diz não ver relação entre a decisão dessas empresas e as denúncias, divulgadas em setembro, de que o governo dos Estados Unidos espionou a Petrobras – a Inglaterra é parceira dos EUA na área de segurança. No dia 10 de outubro, Lobão disse a jornalistas que a estimativa do governo é que as 11 empresas pudessem formar entre 2 e 4 consórcios para brigar por Libra – há, porém, o temor de que apenas um apresente proposta pelo campo.
 
As 11 empresas habilitadas para participar da rodada são: CNOOC International Limited (China), China National Petroleum Corporation (China), Ecopetrol (Colômbia), Mitsui & CO (Japão), ONGC Videsh (Índia), Petrogal (Portugal), Petronas (Malásia), Repsol/Sinopec (Hispano-Chinesa), Shell (Anglo-Holandesa), Total (França) e a Petrobras (Brasil).
 
De acordo com a ANP, dessas 11, nove apresentaram garantias de oferta, mas mesmo as que não apresentaram podem participar em consórcio com outras que tenham apresentado.
 
Protestos
 
Um dos grupos que prometem protestar na frente do hotel é o dos petroleiros. De acordo com secretário-geral do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros, Emanuel Cancella, estão sendo esperadas caravanas de várias partes do Brasil.
 
O sindicato, diz Cancella, é contrário ao que ele classifica de “entrega” pelo governo do óleo do pré-sal a corporações estrangeiras.
 
“Não tem razão fazer esse leilão e trazer empresas estrangeiras para o pré-sal. A Petrobras tem a melhor tecnologia para esse tipo de operação. Além disso, com a quantidade de petróleo que tem reserva, a Petrobras teria condições de tomar empréstimos para financiar a exploração de Libra tranquilamente, sem necessidade de investimento por outras empresas”, diz Cancella.
 
 
Fonte: G1

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Estatal do pré-sal será constituída na próxima semana, diz secretário

A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) será constituída na próxima semana, afirma o secretário de óleo e gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antônio Almeida, que será o presidente do conselho da PPSA. Segundo Almeida, a assembleia geral, que irá nomear os diretores, será convocada pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A estatal será criada para administrar e fiscalizar a exploração de petróleo do pré-sal, no regime de partilha. 

Almeida evitou falar sobre expectativas para o leilão do Campo de Libra, no pré-sal na Bacia de Santos, na próxima segunda-feira. "Tudo vai acontecer segunda, agora é especulação", afirmou o secretário, que participou da cerimônia de posse do diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Waldyr Barroso. 

O futuro presidente do conselho da PPSA também não comentou as expectativas de reajuste de combustíveis. De acordo com o secretário, como ele não faz parte do conselho da Petrobras, não pode responder ao questionamento. "Essa é uma decisão do conselho de administração da companhia", afirmou. "Quem manda é o conselho e, por coincidência, o [ministro da Fazenda, Guido], Mantega é o presidente", completou.
Valor Econômic

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Dívidas da petroleira OGX, de Eike, chegam a R$ 10,8 bilhões

O rombo da OGX, de Eike Batista, chega a R$ 10,8 bilhões (equivalente a US$ 5 bilhões). Segundo a Folha apurou, esse é o valor atual da dívida em aberto da petroleira com os diferentes credores.

Os ativos da empresa (campos de petróleo, máquinas e outros) estão avaliados em R$ 5,8 bilhões (US$ 2,7 bilhões), ou seja, só pagam pouco mais de metade da dívida.
 
O caixa da OGX -dinheiro para pagar funcionários e outras despesas- está em menos de R$ 200 milhões e dura até o fim do mês.
 
As principais dívidas da empresa são US$ 3,6 bilhões para os detentores dos bônus no exterior ("bondholders"), US$ 1 bilhão para a OSX e US$ 400 milhões em atrasados para fornecedores.
 
Os números ajudam a entender a dramática situação da OGX, que deve pedir recuperação judicial em breve.
 
Na terça-feira, Eike interrompeu as negociações de reestruturação da dívida, que ocorriam em Nova York, após demitir o presidente da OGX, Luiz Carneiro.
 
O consultor Ricardo K, da Angra Partners, que passou a tocar a OGX na prática, corre contra o tempo para conseguir algum dinheiro e viabilizar a recuperação judicial.
 
A OGX precisa de pelo menos US$ 150 milhões para começar a produzir petróleo e, assim, gerar receita para pagar as dívidas. Só assim a Justiça aceitaria um plano de recuperação da empresa.
 
Segundo a Folha apurou, as negociações para obter o aporte avançam com a americana GSO, uma das maiores firmas de crédito para empresas endividadas. Outras oito empresas foram consultadas.
 
Eike se reuniu com os diretores da OGX na terça-feira, após a demissão de Carneiro. Segundo relatos, ele estava quase eufórico e disse que o objetivo é "produzir petróleo", mesmo após a drástica redução da empresa.
 
Negociação
 
Eike quer convencer os credores da OGX ("bondholders", OSX e fornecedores) a trocar sua dívida por ações. O principal nó é o tamanho da dívida com a OSX.
 
Os gestores da OSX dizem que têm a receber US$ 2,6 bilhões da petroleira por aluguel atrasado de plataformas, multas e indenizações.
 
Já a administração da OGX defendia (antes da saída de Carneiro) que não é possível justificar um pagamento superior a US$ 900 milhões.
 
Esse valor é tão importante porque vai determinar quantas ações da OGX vão receber os acionistas da OSX. Eike tem 68% do estaleiro.
 
Os "bondholders" da OGX são contra a petroleira pagar US$ 2,6 bilhões a OSX -número que constava da primeira proposta de reestruturação da dívida feita por Eike.
 
Na segunda oferta entregue aos "bondholders", o empresário havia baixado esse valor para US$ 1 bilhão.
 
A questão é complexa, porque a OSX vai ter que pagar também seus próprios credores antes de sobrar algo para Eike. Para os "bondholders" da OGX, o empresário deveria ficar com menos de 5% da petroleira no final do processo de reestruturação.
 
Eike, que já esteve disposto a abrir mão de tudo para pagar as dívidas, agora acha que pode conseguir mais com o auxílio de Ricardo K.
 
 
Fonte: Folha de SP

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Oswaldo Pedrosa Junior será o presidente da PPSA

 
 

O presidente da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal que vai gerenciar a exploração do petróleo do pré-sal, será o engenheiro Oswaldo Pedrosa Junior. Atualmente, ele é e gerente de produção da petroleira HRT, que administra o Campo de Polvo, na Bacia de Campos. O anúncio foi feito hoje (14) pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Também foram divulgados os nomes dos demais diretores da estatal. O diretor técnico e de Fiscalização será Edson Yoshihito Nakagawa. O diretor de Gestão de Contratos será Renato de Matos e o de Administração, Controle e Finanças, Antônio Cláudio Pereira da Silva. Segundo Lobão, as nomeações serão publicadas entre hoje ou amanhã e os nomes não precisam ser submetidos à sabatina no Senado.

O orçamento da PPSA para este ano somará R$ 15 milhões, para atender às primeiras necessidades da empresa. O presidente do Conselho de Administração da PPSA será o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida.

Pedrosa ressaltou que deve que existir uma convergência de interesses entre a PPSA e seus parceiros, incluída a Petrobras. “Também temos a função de fiscalizar o operador do pré-sal para garantir que os principais objetivos sejam alcançados. O objetivo maior é buscar a maximização dos resultados tanto para parceiros como para a União”, disse.

Na próxima segunda-feira (21), será realizado o primeiro leilão do pré-sal, sob o regime de partilha. O leilão do Campo de Libra deverá ter entre dois e quatro consórcios, segundo previsão do ministro. No total, 11 empresas se habilitaram para participar do leilão e nove depositaram garantias para a operação. A empresa vencedora será a que reverter o maior percentual do petróleo excedente à União.

A PPSA foi criada por decreto, em agosto deste ano. Ela é uma empresa pública federal, sob a forma de sociedade anônima de capital fechado, vinculada ao Ministério de Minas e Energia. A empresa não terá responsabilidade de executar as atividades de exploração, produção e comercialização de petróleo e gás do pré-sal, apenas gerenciará os contratos de partilha e representará a União nos consórcios formados para a execução dos contratos.

Fonte: Agência Brasil
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Presidente da Petrobras destaca importância do conteúdo local durante conferência em São Paulo
 
 
 
 
 
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, participou na manhã da última terça-feira (8/10), de mesa redonda promovida pela Associação Mundial do Aço (World Steel Association) em conferência realizada em São Paulo. A executiva destacou a política de conteúdo local do governo brasileiro e da companhia, ressaltando que estamos construindo unidades de produção no Brasil com eficiência, buscando equilíbrio entre custos e prazos. "Muitas sondas e plataformas encomendadas pela Petrobras fora do país tiveram atraso na entrega", lembrou a presidente. 

"Nos últimos dez anos, pudemos ver no Brasil um trabalho muito forte de evolução conteúdo local, muito bem estruturado. A iniciativa partiu da realidade brasileira, das indústrias de bens e serviços - o que elas podiam fazer à epoca. Hoje conseguimos construir nos estaleiros brasileiros unidades de produção com até 34 meses de fabricação, na média mundial", afirmou a executiva. Graça lembrou que a companhia contratou 28 sondas de perfuração para águas ultraprofundas a serem construídas pela primeira vez no Brasil, com conteúdo local de 55 a 65%. "O que pode ser feito no Brasil deve ser feito no Brasil, desde que isso traga valor para a Petrobras", enfatizou. 

Em painel que contou com a participação de Cledorvino Belini, CEO do Fiat Group Latin America, Marcelo Odebrecht, CEO da Odebrecht e Harry Schmelzer Jr, diretor-presidente da WEG, Graça destacou a importância do aço para as atividades atuais e futuras da companhia, ressaltando que 70% a maior parte da matéria-prima comprada pela Petrobras é destinada à área de exploração e produção. Nas atividades no mar (offshore), lembrou, há grande necessidade de aços especiais, que permitem diminuir a corrosão causada pela hostilidade do ambiente marinho. 

A executiva usou como exemplo as atividades a serem realizadas na área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, primeira a ser leiloada pelo sistema de partilha e de que a Petrobras será operadora, com participação mínima de 30%. "Serão dezenas de poços perfurados e teremos um crescimento expressivo da necessidade de aço, precisaremos de mais aço especial", disse para o público de empresários e executivos do setor siderúrgico. Nos próximos seis anos, dimensionou, a Petrobras deverá perfurar aproximadamente 800 poços offshore. Além das 28 sondas contratadas, a Petrobras têm encomendadas 38 unidades estacionárias de produção. "Estamos construindo uma nova companhia", destacou.
Agência Petrobras

 

 

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Escolhido o presidente da PPSA, estatal gestora do pré-sal 

Escolhido pela presidente Dilma Rousseff, o executivo que vai presidir a toda poderosa Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA) — a empresa estatal criada para coordenar a gestão e fiscalizar a exploração de petróleo dos campos do pré-sal no regime de partilha — será o engenheiro Oswaldo Pedrosa. Atualmente, ele é o gerente executivo do campo de Polvo (Bacia de Campos), da petroleira nacional HRT. O anúncio deverá ser feito oficialmente pela presidente Dilma Rousseff na próxima segunda-feira, dia 14, sete dias antes do leilão da área de Libra, na Bacia de Santos. Será o primeiro leilão do pré-sal no regime de partilha.
 
Dilma recebeu várias sugestões de nomes de executivos com perfil técnico, com longa experiência no setor petrolífero. Os nomes foram apresentados pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e pela presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster. Segundo fontes, foram levadas também à presidente Dilma indicações políticas, que não foram aceitas.
 
Oswaldo Antunes Pedrosa, de 63 anos, é engenheiro PhD formado pela Universidade de Stanford, na Califórnia. É aposentado pela Petrobras, onde trabalhou por 30 anos. Ingressou na Agência Nacional do Petróleo (ANP) no ano em que o órgão foi criado, em 1998. Na ANP, foi superintendente de Desenvolvimento e Produção até 2003. Desde 2010, está na HRT — petrolífera que vem enfrentando sérios problemas devido aos resultados negativos em sua campanha exploratória no Solimões, na Amazônia, e na Namíbia, na África. Pedrosa é o gerente executivo do campo de Polvo, no qual a HRT tem 60% de participação.
 
A PPSA, além de coordenar e fiscalizar as atividades de exploração e produção pelo regime de partilha, participará da gestão do consórcio que vai explorar os campos. A estatal vai compor o comitê operacional da empresa. Com poder de veto e de voto, mas sem assumir riscos nem investimentos na gestão da companhia, a PPSA terá como uma de suas funções principais fiscalizar os gastos que serão feitos pelo consórcio para desenvolver os campos de petróleo. Esses gastos serão contabilizados numa conta chamada “custo em óleo”, cujos valores serão ressarcidos quando começar a produção.
 
A função da PPSA é evitar que as empresas aumentem em demasia os “custos em óleo”, o que reduziria as receitas com a produção. Na partilha, essas receitas são divididas com a União na chamada conta “óleo lucro”.
 
Forte presença estatal
 
A forte ingerência do governo na gestão da companhia que vai explorar os campos no pré-sal no regime de partilha — principalmente via PPSA — foi apontada como um dos fatores que afugentaram as gigantes petrolíferas mundiais do leilão de Libra. Apesar de ser a maior área já ofertada no mundo, com reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo, apenas 11 empresas, incluindo a Petrobras, se inscreveram para participar do leilão. Gigantes como Exxon, BP, BG e Chevron, entre outras, ficaram de fora. Entre as mais cotadas a vencer a disputa estão três gigantes estatais chinesas: CNPC, CNOOC e a Sinopec.
 
Em entrevista ao GLOBO no último dia 29 de setembro, a presidente da Petrobras admitia que o fato de Libra ser a primeira área explorada por um novo regime pode ter feito com que o número de empresas participantes ficasse abaixo do esperado. Na ocasião, Graça destacou a importância de o presidente da PPSA — que ainda não tinha sido escolhido — ser um técnico com bastante experiência, um interlocutor com quem poderia discutir “de igual para igual”, no “mesmo nível de conhecimento do setor”.
 
— A PPSA será uma empresa de excelência, pequena e enxuta. O cara que sentar comigo à mesa para negociar deve estar no mesmo nível. O que ele quer é o que eu quero: as melhores práticas aos custos de mercado. E tem que ser gente técnica, gente que sabe, com muita experiência — destacou Graça, na ocasião.
 
Procurado, Oswaldo Pedrosa não foi encontrado.
 
O governo federal tem afirmado que a PPSA será uma empresa enxuta, com 150 funcionários e, no máximo, 30 cargos comissionados
 
 
Fonte: O Globo

 

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Congresso homenageia Petrobras pelos 60 anos

O Congresso Nacional realizou, nesta segunda-feira (7), Sessão Solene em comemoração aos 60 anos da Petrobras. Participaram da homenagem a presidente da companhia, Graças Foster, o ex-presidente José Sergio Gabrielli, os diretores José Carlos Cosenza (Abastecimento), José Miranda Formigli (Exploração e Produção) e José Alcides Santoro (Gás e Energia) e o chefe de Gabinete da Presidência, Jorge Salles.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, representou a presidente Dilma Rousseff na solenidade. Em seu discurso, o ministro leu uma carta da presidente, na qual ela destacava o "justo reconhecimento da Casa do Povo à companhia que ajudou o Brasil a mudar para melhor".

Também participaram da homenagem a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; o presidente do Senado, senador Renan Calheiros; o presidente em exercício da Câmara, deputado André Vargas; e a diretora geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, além de senadores e deputados.

A presidente Graça Foster agradeceu a homenagem, lembrando que a criação da Petrobras foi uma conquista do povo brasileiro. "Sentimos o respeito que o povo brasileiro tem pela Petrobras", afirmou a presidente. "Seguimos unidos, crescendo, caminhando a passos largos, olhando para frente, transformando desafios em oportunidades e em riqueza para o povo e para nossos acionistas. Saber fazer, saber transformar energia é, de fato, soberania”, disse.

Graça Foster ressaltou, em seu discurso, que a Petrobras se prepara para dobrar de tamanho até 2020. "No momento em que produzimos dois milhões de barris de petróleo por dia, está sendo construída uma segunda Petrobras, que ficará pronta em breve. É essa Petrobras, de 4,2 milhões de barris de petróleo por dia, que estará refinando 3,6 milhões de barris de petróleo por dia em 2020, e que irá construir as refinarias Premium I e Premium II, no Ceará e no Maranhão", afirmou.

A homenagem foi proposta pelo senador Inácio Arruda e pelos deputados Luiz Alberto e Jilmar Tatto. A Sessão Solene contou com a apresentação do Coral Petrobras de Brasília, formado pela força de trabalho da empresa.



Fonte: Agência Petrobras

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Petrobras pode dar lance em leilão de Libra 
Estatal deposita garantias, o que lhe permite aumentar sua participação no pré-sal, cujo leilão é em 21 de outubro

 

A Petrobras depositou garantias para ter o direito de fazer lances no primeiro leilão do pré-sal pelo sistema de partilha, apurou a Folha com o governo.

A estatal foi uma das nove empresas que depositaram garantias financeiras de R$ 156 milhões para fazer lances no leilão do campo de Libra, na bacia de Santos, que será vendido no dia 21.
 
A Petrobras já tem garantida participação de 30% no consórcio vencedor do leilão, segundo a lei que instituiu o regime de partilha no país.
 
O depósito indica que a estatal quer aumentar essa fatia, apurou a Folha.
 
Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura Adriano Pires, a tendência é que a Petrobras fique com entre 50% e 60% do campo de Libra, para sustentar o discurso do governo "de que o petróleo ainda é nosso".
 
A tendência é que a Petrobras feche consórcio com empresas chinesas. A dúvida é se irá com Cnooc, CNPC, Repsol/Sinopec (consórcio que já atua no Brasil) ou com as três. Com o caixa apertado, a estatal brasileira teria sua parte coberta pelas capitalizadas empresas chinesas, e pagaria em petróleo.
 
"Dessa maneira o governo consegue o caixa que precisa para fechar o ano e ainda rebate as acusações de privatizar o pré-sal", afirma Pires.
 
Onze empresas já haviam pago a taxa de participação no leilão, de R$ 2 milhões, porém apenas nove apresentaram garantias anteontem, último passo antes do leilão.
 
Segundo o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo) Hélder Queiroz, a ausência do depósito por parte de duas empresas não quer dizer que elas desistiram da disputa. Ele espera a formação de dois a três consórcios --já o governo trabalha com uma margem de um a quatro.
 
Queiroz afirmou que as empresas que não depositaram garantias foram classificadas como operadoras classe B, que não possuem experiência em águas profundas.
 
Estão nessa categoria a portuguesa Petrogal, a hispano-chinesa Repsol/Sinopec, a colombiana Ecopetrol e a japonesa Mitsui.
 
O consórcio que vencer o leilão terá que depositar na conta do governo em novembro R$ 15 bilhões, referentes ao bônus de assinatura. Esses recursos ajudariam o governo a fechar o ano dentro da meta do superavit. Petroleiros e outros movimentos sindicais prometem uma batalha jurídica contra o leilão de Libra, cuja venda é considerada por eles uma traição por parte da presidente Dilma Rousseff.
 
Na campanha de 2010, ela prometeu não privatizar o pré-sal, argumentam, e agora cobram que cancele o leilão.
 
 
Fonte: Folha

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P-55 deixa Rio Grande rumo à Bacia de Campos

A plataforma P-55 saiu no domingo (6) do Estaleiro Rio Grande 1 (ERG-1), localizado na cidade de Rio Grande (RS), após serem concluídos os serviços de integração dos módulos e comissionamento da plataforma, conclusão dos testes e inspeções para obtenção das certificações necessárias. Projeto integrante do Módulo 3 do Campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos, a plataforma ficará ancorada a uma profundidade de cerca de 1.800 metros e será ligada a 17 poços, sendo 11 produtores e seis injetores de água. A exportação de petróleo e gás natural da plataforma será realizada por dutos submarinos acoplados à unidade.

 
Com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo e tratar 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a P-55 entrará em operação ainda em 2013 e é uma das maiores semissubmersíveis do mundo e a maior construída no Brasil.
 
A semissubmersível está entre as nove novas unidades que serão instaladas nos campos de petróleo ainda este ano, contribuindo para o aumento da produção de petróleo e o alcance da meta de produção de 2,75 milhões de barris por dia, prevista para 2017.
 
A obra gerou cerca de 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos e alcançou o índice de 79% de conteúdo nacional, proporcionado principalmente pelo fato de a construção e a integração terem sido feitas totalmente no Brasil. A edificação da plataforma foi realizada em duas partes construídas de forma simultânea, casco e topside, e posteriormente unidas.
 
O casco da unidade teve as atividades executadas no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, de onde seguiu para o ERG-1, em Rio Grande (RS), para continuidade dos serviços. No ERG-1, foram feitas as instalações do convés e dos módulos, bem como a integração dos sistemas da plataforma. A construção dos módulos de Remoção de Sulfato e Compressão de Gás também foi feita no local; já os módulos de Remoção de CO2, Compressão Booster e TEG foram construídos em Niterói (RJ) e, quando concluídos, transportados até Rio Grande.
 
A operação que acoplou as duas grandes partes da plataforma (convés e casco), chamada de DeckMating, é considerada o marco mais desafiador da construção da unidade e uma das maiores já executadas no mundo, em função do peso da estrutura (17 mil toneladas) e a altura a que foi levantada (47,2 metros). A manobra foi realizada dentro do dique-seco do ERG-1, em junho de 2012.
 
O tempo de reboque da P-55 até a Bacia de Campos será de aproximadamente 12 dias, quando iniciarão os procedimentos para ancoragem da unidade e interligação aos 17 poços.
 
 
Dados da P-55
 
Processamento de petróleo: 180 mil barris/dia
Tratamento de gás: 4 milhões m³/dia
Conteúdo Local: 79%
Tratamento de água de injeção: 48 mil m/dia
Geração elétrica: 100 MW
Profundidade de água: 1.800 m
Número de linhas de ancoragem: 16
Número de risers: 42
Tripulação: 100 pessoas
Peso total da plataforma: 52 mil toneladas
Aérea total: aproximadamente 10 mil metros quadrados
Altura total: 130 metros
Geração de empregos: 5 mil diretos e 15 mil indireto.
 
 
 

 

Fonte: Agência Petrobras

 

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Shell inicia produção na Fase 2 do Parque das Conchas

 

A Shell e seus parceiros extraíram o primeiro óleo e deram início à produção na segunda fase de desenvolvimento do projeto do Parque das Conchas (BC-10), localizado na costa sudeste do Brasil. O projeto BC-10 (Shell 50%, Petrobras 35%, ONGC 15%) é composto por vários campos em águas profundas ligados ao FPSO Espírito Santo.


Em 2009, quando foi iniciada a produção no Parque das Conchas, os campos de Abalone e Ostra foram conectados ao FPSO, juntamente com o reservatório Argonauta B-Oeste (localizado no campo de Argonauta). O pico de produção da primeira fase foi de mais de 90 mil barris de óleo equivalente por dia (boe), em 2010, e atualmente a produção está em 35 mil boe. A Fase 2 liga um quarto reservatório à embarcação, o Argonauta O-Norte (também localizado no Campo Argonauta). No seu pico, a Fase 2 deverá produzir aproximadamente 35 mil barris de óleo equivalente por dia.


“Aumentar a produção em BC-10 com a entrada em operação da Fase 2 é mais um exemplo do nosso sucesso em planejamento, desenvolvimento e execução de projetos. Este é um dia de orgulho para a Shell no Brasil”, afirmou John Hollowell, vice-presidente executivo para Águas Profundas da Shell nas Américas. 


Já o presidente da companhia no Brasil, André Araujo, ressaltou: “O Parque das Conchas já entregou um excelente resultado até agora e queremos atingir o máximo de seu potencial. O primeiro óleo da Fase 2 e a decisão de investimento na terceira fase de desenvolvimento do projeto, que anunciamos em julho, são marcos importantes para a Shell no ano em que a empresa comemora seu primeiro centenário no país.”


O Parque das Conchas é um projeto em que a Shell já havia dado mostras de pioneirismo tecnológico. Durante o desenvolvimento subsea da Fase 2, foi instalado um sistema sísmico de monitoramento 4D cobrindo toda a extensão do campo.  Esta rede de sensores permitirá o acompanhamento mais eficiente do comportamento dos fluidos dentro do reservatório. Esta é a instalação mais profunda dessa teconologia no mundo com cobertura total do campo (aproximadamente 1.800 metros ou 6.000 pés).


Com a expectativa de maximizar ainda mais a vida útil de produção de BC-10, a Shell e seus parceiros anunciaram recentemente, em julho, a decisão de avançar com a terceira fase de desenvolvimento do projeto, que incluirá a instalação de infraestrutura submarina nos reservatórios Massa e Argonauta O-Sul (localizados, respectivamente, nos campos Nautilus e Argonauta). Quando chegar à etapa de produção, a Fase 3 deverá alcançar um pico de 28 mil barris de óleo equivalente por dia.


Fases de Desenvolvimento do BC-10:


Fase 1: Início da produção em 2009 dos campos Abalone, Ostra e Argonauta (reservatório Argonauta B-Oeste).

Fase 2: Início de produção em outubro de 2013, reservatório Argonauta O-Norte. 

Fase 3: Em julho de 2013, a Shell e seus parceiros anunciaram a decisão final de investimento para o desenvolvimento dos reservatórios de Massa e Argonauta O-Sul.

 

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Agência de risco corta rating da OGX para a nota mais baixa 

 

 

    A Standard & Poor’s (S&P) cortou o rating da OGX de “CCC-” para “D”, a nota mais baixa na escala da agência de classificação de risco. Isso significa que a petroleira de Eike Batista está inadimplente com seus compromissos financeiros e provavelmente não os honrará.

    O rebaixamento se segue ao não pagamento da parcela referente à remuneração de notas emitidas pela controlada OGX Austria, no valor de US$ 45 milhões, cujo vencimento era hoje. A agência espera um calote generalizado da companhia, que precisará reestruturar sua dívida, principalmente porque sua geração de caixa é praticamente nula e a posição de liquidez é muito restrita, diz a analista Renata Lotfi. A empresa tinha cerca de US$ 326 milhões em caixa em 30 de junho.
 
    O rating para os bônus seniores com vencimento em 2022, que a companhia deixou de pagar nesta terça-feira, foi cortado de “CCC-” para “D”.
 
    A nota para os bônus seniores com vencimento em 2018 foi reduzida de “CCC-” para “C”. “Apesar de a OGX ainda não ter dado o calote nestas notas, acreditamos que a empresa não fará o pagamento do juro em dezembro”, diz a S&P.
 
 
Fonte: Valor

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Após calote, OGX teria 30 dias para evitar falência

    A OGX, petroleira do empresário Eilce Batista, terá de pagar hoje uma dívida de US $ 45 milhões referente a juros de bônus externos. A expectativa do mercado é que a companhia não honre a obrigação e dê início a uma contagem regressiva para o pedido de recuperação judiciai Se não pagar o débito, terá de pedir recuperação em 30 dias para evitar um pedido de falência.

Depois desse prazo, a empresa está sujeita à aceleração do pagamento de outras dívidas, especialmente as bancárias, e pode ser levada à falência, segundo advogados consultados pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.
 
    Amanhã expira a data para pagamento dos juros de US$45 milhões referentes a US$ 1,063 bilhão em bônus externos da OGX com vencimento em 2022. Existe uma forte convicção de que esse cupom não será pago, dada a falta de caixa e o fato de a companhia já ter adiado o pagamento do juro de uma debênture, recurso esse que seria repassado aos bônus.
 
    O bônus possuí, entretanto, cláusula que dá ao emissor prazo de 30 dias para honrar o compromisso. Depois disso, sem o pagamento, outras dívidas também são consideradas vencidas e os credores podem pedir a falência da companhia. No final de junho, a dívida da OGX com bancos somava R$ 8,7 bilhões, de acordo com o balanço da companhia.
 
    Eduardo Boeeuzzi, da Boccuzzi Associados, explica que, em geral, os contratos de financiamento, especialmente de bancos, possuem cláusulas de "cross default" ou seja, se uma dívida não é paga, as demais dívídas também vencem antecipaciamente. "Diante do cenário desenhado até agora, pode-se deduzir que o caminho natural é o pedido de recuperação judicial, para que a companhia renegocie toda a dívida, no atacado, e evite o pedido de falência pelos credores."
 
Passivo. Por isso, a OGX já teria tomado algumas atitudes recentemente, como a nomeação do novo diretor financeiro e de Relações com investidores, Paulo Narcélio Simões Amaral, no último dia 23, e a contratação da consultoria financeira independente Lazard para trabalhar junto com a Blackstone na reestruturação o passivo.
 
    Uma fonte do mercado de dívida com proximidade aos credores externos disse na sexta-feira que a renegociação dos US$ 3,6bilhões em dívida externa da OGX acontecerá durante o processo de recuperação judicial e que as discussões da empresa com os credores externos continuam em fase inicial.
 
    A mesma fonte disse ainda que a proposta de transformar em capital acionário o passivo de bônus externos não é descartada, mas precisa ser trabalhada. Segundo um advogado, essa opção é uma "cortina de fumaça" e não teria sentido porque seria difícil conveiter toda a dívida e se, apenas parte dela fosse trocada, continuaria não existindo a garantia do pagamento dos bônus.
 
Para um profissional de dívida isso também traria muita resistência dos detentores de ações que procurariam conturbar as negociações com ações judiciais para impedir a diluição das ações.
 
    "O maior desafio nesse momento é conseguir que o campo de Tubarão Martelo produza o mais rápido possível, o que traria benefício aos credores da OGX e aos credores da OSXv disse um outro profissional do mercado de dívida. O campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, é o único em fase de desenvolvimento que teve seu cronograma mantido pela petroleira de Eike Batista.
 
    Para conseguir viabilizar a operação, a companhia precisa renegociar sua dívida e de uma injeção de dinheiro novo, talvez por meio da petrolífera malaia Petronas, acrescentou a fonte, lembrando que os processos de renegociação de dívida que envolvem muitos credores, normalmente, são longos. Entre os maiores credores externos da OGX estão Pimco e BlackRocL que têm papéis da companhia distribuídos em fundos.
 
 
Fonte: Estadão

 

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Presidente da Petrobras destaca investimentos da estatal no RJ

 

    Durante a coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (27), na sede da Petrobras, no Centro do Rio de Janeiro, a presidente da Petrobras foi questionada sobre vários assuntos que foram notícias ao longo das últimas semanas, como as recentes descobertas na bacia do Sergipe-Alagoas, valor de mercado da companhia, a saída da venezuelana PDVSA na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco e a continuidade da venda de ativos para reforçar o caixa da Petrobras.

Bacia Sergipe-Alagoas

    Sobre a campanha exploratória no bloco marítimo SEAL-11, na Bacia de Sergipe-Alagoas, Foster afirmou que os dados revelam que tratam-se de descobertas relevantes no local.  A executiva, no entanto, disse que não confirma os volumes de recursos previstos para a área. De acordo com informações publicadas ontem por agências de notícias, o bloco SEAL-11 teria potencial de recursos "in situ" superior a 3 bilhões de barris de petróleo.
 
    A mandatária acrescentou que já está previsto nos planos da Petrobras um sistema de produção de petróleo na região com capacidade de produção de 100 mil barris/dia em 2018.
 
Valor de mercado
 
    A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que o valor de mercado da companhia hoje não é “justo”. Segundo a executiva, ao se observar todos os ativos e investimentos em andamento pela companhia, o valor da ação hoje “não fecha”. 
 
    “Tenho certeza que com a produção crescente e esse volume de refino, e com a disciplina que temos, vamos entregar aquilo que analistas e investidores querem ver”, afirmou Graça.
 
Desinvestimentos
 
    Foster reiterou que a venda de ativos, prevista no plano de desinvestimentos da companhia para este ano, de US$ 9,9 bilhões, já chegou ao fim. De acordo com Foster, até o momento, a companhia atingiu cerca de 50% da venda dos ativos programados.
 
“Aqui no Brasil não tem nada mais [para vender], a não ser que tenha uma boa oportunidade”, disse.
 
Refinaria Abreu e Lima
 
    A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou  que a companhia quer parceiros “relevantes” para a construção das refinarias no Nordeste, uma no Maranhão e outra no Ceará.
 
    A empresa confirmou que está em negociação com a chinesa Sinopec e que outra companhia que estava em negociação com a Petrobras, a sul-coreana GS Energy, desfez a parceria para a refinaria que deve ser construída no Ceará.
 
    A estatal pretende abrir licitação entre março e abril de 2014 para contratar os serviços de execução das obras das refinarias Premium 1 e 2, que serão localizadas no Maranhão e Ceará, respectivamente. Segundo a presidente, o mix de produtos previsto para as refinarias premium está mantido.
 
    Fonte: Macae offshore

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Refinarias no Nordeste serão licitadas até abril de 2014, afirma Graça

Depois de um redesenho feito no exterior, para reduzir os custos dos projetos, a Petrobras pretende abrir licitação entre março e abril de 2014 para contratar os serviços de execução das obras das refinarias Premium 1 e 2, que serão localizadas no Maranhão e Pará, respectivamente. 

Em entrevista ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, reconheceu que, nos projetos das refinarias Premium, a empresa está tentando tirar "lições aprendidas para não serem repetidas". A lição aprendida, no caso, diz respeito à construção da refinaria Abreu e Lima, cujo preço estimado está em US$ 17 bilhões, quase sete vezes o orçamento inicial. 

Graça Foster disse que a PDVSA só entrará no capital da Abreu e Lima se desembolsar 40% dos US$ 17 bilhões. Menos, a Petrobras não aceita, avisou Graça. O pagamento em petróleo pode ser uma solução, desde que feito de uma só vez. "Pagamento pingado, não. Eu preciso de dinheiro." 

A presidente da Petrobras afirmou que, mesmo com a recente apreciação do real frente ao dólar, a defasagem dos preços internos dos combustíveis em relação ao mercado internacional ainda é "relevante". A valorização da taxa de câmbio para R$ 2,20 diminuiu a defasagem, mas o plano de negócios da estatal foi elaborado para um câmbio a R$ 2,00. 

Graça reconheceu que a defasagem de preços traz dificuldades financeiras. "Como a Petrobras está investindo muito - foram US$ 45 bilhões no ano passado -, aquilo que parece um prazo curto causa um grande estresse na companhia", disse ela, procurando desfazer a ideia de que o efeito negativo é temporário. 

A executiva contou que prevê que a produção da companhia em 2013 fique próximo do piso da meta para o ano - uma variação de 2%, para mais ou para menos, sobre o resultado do ano passado, de 2,124 milhões de barris/dia. Ela, porém, reforçou que espera um salto na produção em 2014, reforçada por um grupo de nove plataformas novas. A seguir, trechos da entrevista: 

Valor: Diante da recente apreciação do real, em que medida a Petrobras ainda precisa reajustar os preços dos combustíveis? Qual é a defasagem? 

Graça Foster: O real esteve depreciado em relação ao que a gente planejou para o ano.

Valor: Em quanto? 

Graça: Planejamos [com o dólar] em torno de R$ 2 e ele chegou a bater, em agosto, em R$ 2,45. Para quem tem 72% da dívida em dólar e 8% em outras moedas estrangeiras, R$ 2,40 é muito ruim para o plano de negócios. Quando o dólar vai para R$ 2,20, como agora, a nossa distância dos preços internacionais ainda é relevante. Evidentemente, é muito menor que antes. Temos uma defasagem sobre a qual não falamos, porque ela é função de uma série de variáveis. 

Valor: Que variáveis? 

Graça: De onde estamos importando gasolina e diesel, porque tem custos de internação; qual o volume; qual o desconto que estou tendo; se é um período em que há uma sobre-oferta naquele país de quem estamos comprando; se estou num momento de logística mais favorável ou não, então, não costumamos divulgar a defasagem. Mas a defasagem - para um [óleo tipo] Brent de US$ 110 [o barril] e para um câmbio que está R$ 2,2, enquanto eu tinha um plano de R$ 2 para um Brent mais ou menos igual - é relevante. É necessário buscar a convergência de preços, sim. Isso é fato. 

Valor: Quando essa defasagem será eliminada? 

Graça: Temos conversado permanente e insistentemente junto ao controlador e aos conselheiros da Petrobras. Esses são aqueles que nos ouvem, nos orientam, nos impõem restrições ou facilidades. É preciso buscar a convergência de preços para que a gente tenha a tranquilidade de conduzir o plano de investimento. Temos um programa muito forte de otimização de custos operacionais, que tem dado resultados excepcionais. 

Valor: Que resultados? 

Graça: Nosso objetivo em 2013 é economizar R$ 3,4 bilhões. Em julho, já chegamos a 78% dessa meta. Até 2016, entendemos que mudamos a cultura da companhia. Não é um plano de cortes, mas de educação e otimização. Quando é um plano de cortes, você corta, depois tira a pressão de cima e volta tudo. Nesse caso, a gente não pode e não quer. 

Valor: Qual é a meta de economia até 2016? 

Graça: Entre 2012 e 2016, a meta é uma economia de R$ 34 bilhões. Mesmo assim, com mais produtividade e mais economia, que queremos que sejam repassadas ao nosso acionista controlador e para os minoritários, a convergência de preços é fundamental que aconteça. Combinando Brent e câmbio em alguns momentos, tivemos preços no Brasil abaixo dos preços em algumas praças. Quando foi aprovado o plano de negócios e gestão para 2013-2017, foi previsto um reajuste de diesel e gasolina que deixaria os preços domésticos iguais aos internacionais. 

Valor: Por que o plano não foi cumprido? 

Graça: Porque veio maio com a depreciação forte do real. Depois do reajuste de 5% de janeiro, estava previsto mais um neste ano. Aí, ficaríamos alinhadíssimos com os preços internacionais. Mesmo sem esse segundo reajuste, houve variações de câmbio e Brent que nos colocaram com preços internacionais mais altos aqui no Brasil. Isso ocorre porque a gente trabalha ora perdendo, ora ganhando; a gente não repassa toda a volatilidade para dentro. Agora, proximamente, a nossa produção de petróleo crescerá muito e, aí, Brent e câmbio vão nos favorecer na hora da exportação. 

Valor: A não correção dos preços cria um constrangimento apenas no curto prazo? 

Graça: O que acontece é que, como a Petrobras está investindo muito - foram US$ 45 bilhões no ano passado -, aquilo que parece um prazo curto causa um grande estresse na companhia. Seus indicadores começam a sair dos horizontes máximos recomendados pelo Conselho de Administração. 

Valor: A compressão dos preços não pode obrigar a empresa a rever seu plano de negócios para os próximos anos? 

Graça: Não é algo imediato. O plano de negócios tem 'pulmão'. Neste ano, fizemos captação de US$ 11 bilhões em maio. Algo excepcional, com uma demanda de US$ 46 bilhões e prazo médio de pagamento de 10,5 anos. Isso foi muito positivo para a companhia. Terminamos o primeiro semestre com caixa livre de R$ 73 bilhões, captamos em torno de [quase] US$ 20 bilhões, tudo o que precisávamos. Então, para este ano, estamos muito bem. 

Valor: Mas o grau de alavancagem aumentou muito. 

Graça: Os indicadores ficam tensionados. O endividamento líquido pelo Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações], a gente o mostrou, no segundo semestre, acima de 2,5 (já a 2,56, 2,57). A alavancagem já [está] batendo no teto, mas a indústria de petróleo é uma indústria onde os ciclos são de sete, oito anos. Essa tensão pela qual passamos, que chamamos de 'crises oportunas' para dentro da companhia, aumenta nossa eficiência também. 

Valor: O reajuste dos combustíveis está previsto no curto prazo? 

Graça: Não. Não está previsto no curto prazo. 

Valor: O conselheiro Sérgio Quintella defendeu o alinhamento com os preços internacionais, uma vez que a Petrobras é hoje importadora de derivados. 

Graça: O Quintella é um conselheiro muito estudioso e dedicado. É impressionante. Ele é o presidente do Comitê de Auditoria e é um estudioso do assunto Petrobras. Ele colocou [em entrevista à "Agência Estado"] que houve grande discussão propositiva na reunião do conselho e que foram apresentadas teses de correção dos combustíveis, mas também colocou que não foi tomada nenhuma decisão. Mas como ele disse, foi apresentado um conceito de reajuste de preços que não prejudica o consumidor, quer dizer, você não repassa tudo de uma só vez. E há um entendimento, que foi explicitado pelo Quintella, que é óbvio no meu caso e dos diretores, de que é importante que haja o reajuste. Mas como nosso caixa está bem, a gente não passará dificuldade neste ano. Hoje, temos R$ 185 bilhões de ativos em construção. 

Valor: O que significa isso? 

Graça: Significa que, se estou acompanhando o investimento físico e o financeiro, ao término desses projetos eles trarão receitas. Por isso, os dois andam juntos - essa é a primeira linha da nossa 'Bíblia'. É disciplina de capital, então, você tem que realizar ao custo e no prazo. A qualidade nem se discute. A gente mede o físico e financeiro do projeto. Não adianta você realizar 100% do orçamento e ter uma realização financeira de 130%, porque você está fazendo, mas de forma muito mais cara. Porque assim você não termina a refinaria, a construção da plataforma etc. 

Valor: Desses ativos em construção, o que fica pronto agora? 

Graça: Neste ano, vamos colocar nove unidades estacionárias de produção. Cidade de São Paulo, Cidade de Itajaí e Cidade de Paraty já estão em produção. A P-63 e a P-55 foram para locação [saíram do estaleiro e foram para os locais de produção]. Ali, ficam quase dois meses até ter as licenças, autorizações e interligações dos poços, que estão perfurados e completados há seis meses, ou um ano. A P-58, que está no Estaleiro Rio Grande (ERG), sai no dia 15 de outubro para locação. A P-61 está praticamente pronta e sai no fim de novembro. A P-62 estamos antecipando um mês: em 16 de dezembro vai deixar o estaleiro. A TAD é uma plataforma inteira que está vindo da China. Lá no [campo de] Papa Terra, trabalharão juntas a P-61, a TAD e a P-63. Vão produzir, juntas, 180 mil barris por dia. Nunca vi, nem nunca soube na história da empresa, que fizéssemos algo próximo ou parecido com isso. 

Valor: Com isso, qual será o incremento de produção? 

Graça: Tudo isso somado dá uma capacidade instalada de produção de um milhão de barris de petróleo por dia. A Petrobras opera todo esse óleo, mas da empresa mesmo, são 850 mil barris por dia. Neste fim de ano a gente já aumenta a produção e 2014 será o ano de virada. 

Valor: Como termina a produção neste ano? 

Graça: São dois milhões de barris, aumento ou queda de 2% em relação a 2012. 

Valor: Mais para mais ou para menos? 

Graça: Mais para menos. Poço declina. Quem produz dois milhões de barris de petróleo por dia, se não fizer nada, em um ano vai estar produzindo 1,8 milhão. Estamos conseguindo manter em dois milhões de barris/dia, porque estamos fazendo um trabalho grande de recuperação da eficiência operacional. 

Valor: Alguns fornecedores reclamam que a Petrobras não está pagando os aditivos contratuais. 

Graça: Os pleitos acontecem desde que estou na diretoria, não só na presidência. Mas pleito e mérito não são sinônimos. Uma coisa é chegar aqui na Petrobras e pleitear. A outra é ter o mérito. Mérito para nós é dívida e temos que pagar. Sempre foi assim. O que mudou foi que, desde 18 de fevereiro, os pleitos entram pela diretoria, não mais pelo coordenador do projeto. Este não tem autoridade para autorizar mudança de escopo. A responsabilidade é do diretor. E esse pleito entra com uma documentação especificada, o que não era feito. E hoje tem um comitê que faz a avaliação do mérito. Reconhecido o mérito, o pagamento é feito em 35, 45 dias. 

Valor: Por que o interesse no leilão de Libra não foi o esperado e gigantes como BG, BP, ExxonMobil e Chevron não se inscreveram? 

Graça: Tudo que é a primeira vez causa certa apreensão. O modelo de partilha é usado em diversos países, mas é a primeira vez no Brasil. Tem a PPSA [Pré-sal Petróleo S.A]. Mas vamos olhar pelo lado prático e objetivo. Com o pré-sal e o modelo de partilha, o governo quer recursos para colocar em educação e saúde. A PPSA é uma empresa do governo. Essa empresa não virá para travar. 

Valor: Mas é assim que ela é percebida. 

Graça: Não a percebo assim. E eu não falaria se não fosse. Ela tem que vir para cuidar, zelar. Tenho absoluta certeza de que haverá técnicos de excelência em cada função da PPSA. 

Valor: Uma mudança de governo não pode afetar a PPSA, uma vez que ela tem direito de veto nos consórcios do pré-sal? 

Graça: A PPSA vem para zelar para que haja essa comunicação, entendimento e vivência entre as partes. Ela tem que ser parte envolvida. Existem alguns receios, que me parecem eventualmente compreensíveis. 

Valor: A senhora acredita que a opinião das petroleiras vai mudar depois do primeiro leilão? 

Graça: Sim. É a primeira vez que algumas empresas estariam vindo a ser operadas pela Petrobras, a estarem no pré-sal. Não sei qual é o ritmo que o governo vai dar aos leilões. Mas isso vai ter que ser muito bem planejado. O governo tem que pensar com visão de 50 anos. Nós, por exemplo, estamos fazendo a revisão do nosso planejamento estratégico, que foi feito em 2007, após a descoberta do pré-sal, para 2020. Agora será para 2030. 

Valor: Estatais se interessaram mais por Libra do que empresas privadas. Há a percepção de que a área pode não ser tão lucrativa assim e que seu atrativo seriam as reservas. 

Graça: Acho que são as duas coisas [lucro e reserva]. Quem tiver Libra muito em breve estará incorporando reservas. 

Valor: Como a Petrobras vai viabilizar sua participação mínima de 30% em cada consórcio do pré-sal? Terá capacidade para isso? 

Graça: Quando se fala em 30% de Libra, fico muito satisfeita. Custa R$ 4,5 bilhões. Mas a Petrobras sabe fazer, conhece cada centímetro desse poço de 6.036 metros de Libra que ela perfurou. Como o objetivo do governo é levar recursos para educação, não consigo imaginar que ele coloque sob partilha uma área que seja 'carne de pescoço'. 

Valor: Como a senhora vê o pleito da Braskem para a adoção da cotação americana do preço do gás natural, a ser usado como insumo do Comperj [Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro]? 

Graça: O Marcelo Odebrecht [presidente do grupo Odebrecht ] é uma pessoa querida, inteligente, que sentou nesta mesa algumas vezes para conversar comigo sobre vários assuntos. O presidente da Braskem, o [Carlos] Fadigas, é uma pessoa inteligentíssima. Eu já disse ao Marcelo e ao Fadigas: 'inventa outra [desculpa]'. O preço do gás natural, mais especificamente do etano, será exatamente atrelado a Mont Belvieu, igual ao 'shale gas' [gás de folhelho] dos Estados Unidos. O Comperj estará de pé se depender única e exclusivamente do preço do gás. Estamos com a primeira e a segunda etapas [definidas]. Já definimos a rota 3 de escoamento do gás do pré-sal. Um gasoduto em terra levará gás à Braskem, braço petroquímico da Petrobras. Foi uma decisão acertada. Agora, não volta [esse assunto] para mim. Já estou em outra, estou querendo vender para ele [Braskem] o etano. 

Valor: A Petrobras desistiu definitivamente da parceria com a PDVSA? 

Graça: A PDVSA é muito bem-vinda à refinaria Abreu e Lima no modelo inicialmente previsto, [integralizando] 40% em equity. Na Abreu e Lima já temos 80% das obras feitas. 

Valor: A senhora ainda espera que a PDVSA possa vir? 

Graça: Espero que sim. Um cheque de 40% de US$ 17 bilhões é muito bom para o caixa da Petrobras. E é um parceiro vizinho, poderoso, com grandes acumulações de hidrocarbonetos, conhecedor de refino. 

Valor: E a ideia de pagamento via petróleo? 

Graça: Pode ser uma solução, mas pagamento pingado não. Eu preciso de dinheiro. 

Valor: Como estão os projetos das refinarias Premium 1, no Maranhão, e 2, no Ceará? 

Graça: Estão num nível de maturidade extremamente alto. A gente refez os projetos. Projeto que dava VPL [Valor Presente Líquido] negativo não era projeto. A gente tirou [os projetos da] Premium 1 e 2 do Brasil. Contratamos uma empresa de engenharia no exterior. Essas refinarias passaram a dar VPL positivo, com muitas simplificações. 

Valor: Essa decisão teve a ver com a experiência da refinaria Abreu e Lima? 

Graça: Sim. Porque a gente acaba criando, como chamamos na engenharia, [a partir] de um "vício". A gente pensa sempre de forma complexa. Já que está dando VPL negativo, vamos fazer mais simples. Foi uma empresa fazer o projeto fora. E foi uma equipe nossa para simplificar sem perder os 600 mil barris/dia [Premium 1]. E veio um projeto mais simples. Ela foi para a fase 3. E agora em março, abril, fazemos a licitação. Vai para mercado. E se os preços vierem dentro do que o projeto aceita como métricas internacionais, a gente vai fazer. Quando a gente diz "lições aprendidas para não serem repetidas", isso é um padrão na Petrobras.
Valor Econômico

 

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Dilma ressalta na ONU recuperação da economia brasileira

    

Brasília (DF) - O Brasil está recuperando o crescimento econômico, apesar do impacto da crise financeira internacional, afirmou a presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira na sessão geral da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York.
 
    “Temos compromisso com a estabilidade, com o controle da inflação, com a melhoria da qualidade do gasto público e a manutenção de um bom desempenho fiscal”, disse a presidente em seu discurso ao tratar da situação macroeconômica do Brasil. 
 
    Segundo a presidente, essa recuperação decorre de “três importantes elementos” com os quais o Brasil conta: o compromisso com políticas macroeconômicas sólidas; a manutenção de exitosas políticas sociais inclusivas; e a adoção de medidas para aumentar nossa produtividade e, portanto, a competitividade do país.
    
Dilma afirmou que, passada a fase mais aguda da crise, a situação da economia mundial ainda continua frágil, com níveis de desemprego “inaceitáveis” e citou dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que indicam a existência de mais de 200 milhões de desempregados em todo o mundo.
 
    “Esse fenômeno afeta as populações de países desenvolvidos e em desenvolvimento”, disse. “Este é o momento adequado para reforçar as tendências de crescimento da economia mundial que estão agora dando sinais de recuperação”, acrescentou.
 
 
Fonte: Valor

 

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Petrobrás concluirá ainda este ano 8 plataformas

Novas plataformas dobrarão a produção até 2020

Na semana em que foram concluídas as obras da plataforma P-55, as presidentes da Petrobras e da República, participaram, em Porto Alegre (RS), da assinatura do contrato para a construção da P-75 e P-77. "O Rio Grande do Sul hoje tem um polo naval que mostra a capacidade da indústria naval brasileira", disse Dilma Rousseff. Na ocasião, Graça Foster informou que a companhia concluirá, ainda em 2013, oito plataformas que ajudarão a dobrar a produção até 2020.


 

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ANP divulga lista de empresas inscritas para leilão do pré-sal

 

 A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou no início da noite desta quinta-feira, 19, a lista das 11 empresas - incluindo a Petrobrás - que pagaram taxa de participação para a 1.ª Rodada do pré-sal.

Cada uma das empresas pagou R$ 2,076 milhões pelo direito. A oferta da área de Libra, na Bacia de Santos, está marcada para o dia 21 de outubro.
 
Em comunicado à imprensa, a ANP afirma que, das 11 empresas interessadas, sete estão entre as 11 com maior valor de mercado no mundo, de acordo com ranking da consultoria global PFC Energy.
 
O número de empresas interessadas é bem inferior ao que era esperado. Pela manhã, Magda Chambriard, diretora-geral da ANP, disse que aguardava interesse de todas as operadoras registradas na agência como A (águas profundas) e B (águas rasas) - seriam cerca de 40, no total.
 
A China é o país com mais interessadas na área de Libra. Contando com a empresa hispano-chinesa Respol/Sinopec, três chinesas querem explorar o pré-sal.
 
Também estão inscritas: CNOOC International Limited e China National Petroleum Corporation, da China; Ecopetrol, da Colômbia; Mitsui & CO, do Japão; ONGC Videsh, da Índia; Petrogal, de Portugal; Petrobrás, do Brasil; Petronas, da Malásia; Shell, anglo-holandesa; e Total, da França.
 
Fonte:Macaé Offsore

 

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Mais 31 contratos de concessão da 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo

                         

Mais 31 contratos de concessão da 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foram assinados na terça-feira (17) por 8 empresas. Ao todo, são 118 contratos desde 6 de agosto, quando foram assinados 24. A Alvopetro assinou três contratos no dia 23/08 e 60 foram assinados no dia 30/08.


Para os blocos arrematados na 11ª Rodada que não tiveram seus contratos assinados foram convocados todos os concorrentes remanescentes para manifestarem o interesse em honrar os valores constantes da proposta vencedora em 5 dias úteis, seguindo a ordem de classificação como critério de preferência para assinatura dos contratos. As empresas que manifestaram interesse disporão de 30 dias para apresentar os documentos exigidos, a contar da data da convocação.



Fonte: Ascom ANP

 

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