Destaque

Governo do RJ e Onip estudarão geração de energia submarina

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro firmou parceria com a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) e a Usina Termelétrica Governador Leonel Brizola, da Petrobras, para estudar formas de atender a demanda de energia elétrica no fundo do mar, considerada como um dos principais desafios do desenvolvimento do pré-sal.
Ao contrário das plataformas de exploração e produção de petróleo existentes hoje, com módulos de geração de energia elétrica a gás incorporados em sua estrutura, os campos gigantes do pré-sal terão a maior parte de seus equipamentos instalados no solo marinho e deverão ser movidos com energia também instalada no fundo dos oceanos.
O desenvolvimento dessa tecnologia está integrado ao Cluster de Subsea, que visa integrar os atuais fornecedores desse segmento existente no estado, além de atrair novas empresas para se instalarem aqui.
"De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Rio deve receber, nos próximos 10 anos, R$ 12 bilhões para desenvolvimento tecnológico na área de subsea. A estimativa é que, em cinco anos, o número de empresas da cadeia de suprimentos para equipamentos submarinos destinados à produção de óleo e gás dobre no estado", disse o subsecretário de Energia, Marcelo Vertis.
O estudo, que será realizado pela Onip durante um ano, como contratada da Petrobras, envolve recursos de R$ 1 milhão, garantidos através de isenção fiscal, via diferimento do ICMS. O incentivo é previsto por lei estadual para investimentos em projetos de geração de energia elétrica com fontes alternativas ou em estudos e projetos de energia ou conservação de energia em prédios públicos.
Entre os objetivos do estudo, estão a formulação de relatórios sobre o setor de energia e distribuição de energia em ambiente submarino e os equipamentos integrados, e a estimativa da demanda brasileira e internacional por esses equipamentos e sistemas. Além disso, será feito o mapeamento do mercado, abrangendo empresas fabricantes e grandes fornecedores dos equipamentos.
Também será realizada uma avaliação dos instrumentos existentes para financiamento e incentivo do setor e, ainda, disponibilizado um relatório final com propostas de ações que garantam a competitividade para operacionalização da produção de equipamentos e prestação de serviços para geração e distribuição de energia e produção submarina de óleo e gás no estado.
Entre os tipos de geração que serão estudados estão a eólica, a fotovoltaica e a gerada a partir da movimentação das ondas do mar. O estudo faz parte do Programa Rio Capital da Energia, que incentiva ações ligadas à inovação tecnológica, eficiência energética e redução de emissões.
Fonte: Ascom Sedeis
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Petróleo opera acima de US$108, rumo ao maior ganho semanal desde julho
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Agência Reuters
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Petrobras licitará 11 plataformas em 2014

A Petrobras irá licitar 11 unidades de produção em 2014, e segundo a presidente da estatal, Graça Foster, os processos começarão no mês de março. "Todas estão na minha curva de produção (Plano de Negócios e Gestão) e já têm nome, telefone, endereço, dia e hora para entrar em operação", afirmou a executiva na cerimônia que marcou a conclusão das obras na P-58, no Estaleiro Honório Bicalho, em Rio Grande (RS).
Confiante de que conseguirá cumprir as metas traçadas para 2013, Foster garantiu que este será um ano especial para a Petrobras. "Colocaremos nove unidades em produção em todo o país... É algo inimaginável", afirmou. Porém, apenas três dessas unidades entraram em operação este ano: os FPSOs Cidade de São Paulo, Cidade de Paraty e Cidade de Itajaí (este último, entregue no final de 2012).
P-58
O navio convertido chegou ao Brasil em outubro de 2011, vindo de Cingapura, onde foi realizada a adequação do casco. As obras da P-58 geraram cerca de 4,5 mil empregos diretos.
A unidade será instalada no norte do Parque das Baleias, na Bacia de Campos, litoral do Espírito Santo e vai extrair petróleo tanto da camada pré-sal, quanto da camada pós-sal. Tem capacidade de produção de 180 mil barris de óleo por dia e de compressão de 6 milhões de m³ de gás por dia.
Fonte: Revista TN Petróleo
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Brasil e China intensificam parceria

O Brasil e a China firmaram na quarta-feira (6) o Plano Decenal de Cooperação para o período de 2013 a 2022 na 3ª reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), em Cantão, na China. O plano fora acordado em 2012, na visita do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, ao Brasil.
No encontro de ontem, que teve a participação do vice-presidente Michel Temer, as relações entre a China e o Brasil foram elevadas à parceria estratégica global. Na ocasião, foi feita uma avaliação positiva do contato bilateral, do desempenho nas áreas comercial, de investimentos e da cooperação em ciência, tecnologia, inovação, cultura educação. As trocas entre os dois países atingiram US$ 80 bilhões em 2013.
Ficou acertado na reunião intensificar o esforço conjunto para diversificar mais a relação sino-brasileira, com ênfase em agricultura, energia e infraestrutura. A Cosban é o mecanismo de encontro permanente de mais alto nível entre os governos do Brasil e da China, com a participação dos vice-chefes de governo dos respectivos países.
"A bem-vinda participação de empresas chinesas no consórcio para a exploração do Campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, abre importantes novas perspectivas para nossa atuação conjunta no setor de petróleo e gás. Estimulo a participação chinesa nesses empreendimentos, que haverão de fortalecer ainda mais nosso conhecimento e confiança mútuos, com ganhos compartilhados", disse o vice-presidente Michel Temer.
"Estamos abertos a investimentos chineses no Brasil, em especial nas áreas ferroviária, de portos, aeroportos e rodovias. Muitos desses projetos estão inseridos no contexto maior da integração física na América do Sul, o que os torna ainda mais atraentes para investimentos externos", declarou o vice-primeiro ministro chinês, Wang Yang.
Os dois países reiteraram a necessidade de cooperar no âmbito do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), do G20 - grupo das 20 maiores economias mundiais -, e do Basic - formado por Brasil, África do Sul, Índia e China -, sobre mudança do clima.
O documento elaborado na reunião confirma a visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil em 2014, quando serão celebradas quatro décadas de relação bilateral entre Brasília e Pequim. Representantes da China também deverão vir ao Brasil no próximo ano para participar da 6ª Cúpula do Brics, em março, em Fortaleza. Um dos pontos mais importantes no âmbito desse grupo de países emergentes é a criação de um banco de desenvolvimento.
Sobre a segurança e a privacidade de dados na internet, no contexto das recentes denúncias de espionagem dos Estados Unidos a diversos países, a China e o Brasil reiteraram a importância de a comunidade internacional alcançar regras e padrões de regulação universalmente aceitas sobre tecnologia da informação e comunicação. Na última sexta-feira (1º), o Brasil e a Alemanha apresentaram à Organização das Nações Unidas (ONU) um projeto de resolução sobre o tema, em que enquadram a espionagem como uma violação aos direitos humanos.
Sobre a reforma da governança global, com ênfase à do Conselho de Segurança da ONU, a China voltou apoiar a aspiração brasileira de desempenhar um papel mais proeminente no órgão, sem, no entanto, mencionar apoio expresso ao pleito do Brasil em assumir um assento permanente no conselho, depois de uma possível reforma. Também foi mencionada a necessidade de atualização da fórmula de estabelecimento de quotas do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o aumento da participação e do poder de decisão de países em desenvolvimento sobre a aplicação dos fundos.
No âmbito do comércio, o Brasil pediu à China a suspensão do embargo às exportações brasileiras de carne bovina; a habilitação de novos estabelecimentos exportadores de carne de frango e suína; e a assinatura do Protocolo Fitossanitário do Milho, cuja negociação foi concluída com sucesso, na Subcomissão de Inspeção e Quarentena da Cosban.
Na área de ciência e tecnologia, foi confirmado o lançamento do satélite China-Brasil 3 (Cbers-3, sigla em inglês para Brazil-China Earth-Resources Satellite) em dezembro deste ano e do Cbers-4, em 2015. O Cbers-3 será o primeiro da família de satélites sino-brasileiros a integrar uma câmera para satélite 100% desenvolvida e produzida no Brasil. Ela vai registrar imagens para o monitoramento de recursos terrestres. Desde o inicio da parceria entre os países, em 1988, foram lançados os Cbers 1, 2 e 2-B.
*Na foto: O vice-presidente do Brasil, Michel Temer e o vice-primeiro ministro chinês, Wang Yang.
Fonte: Agência Brasil
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Petrobras é uma das dez maiores credoras da OGX

A lista de credores da OGX, à qual O GLOBO teve acesso, revela que a empresa de Eike Batista tem dívida com órgãos públicos e com empresas controladas pelo governo federal, como a Petrobras. A estatal petrolífera tem crédito a receber de R$ 37 milhões, já vencidos, o que a coloca entre os dez maiores credores de sua concorrente privada. Procurada, a estatal não comentou.
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Dilma diz que Libra é 'passaporte para o futuro'

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (28) que o leilão da exploração do pré-sal no Campo de Libra, na Bacia de Santos, é um "verdadeiro passaporte para o futuro", na medida em que trará ao país mais investimentos, tecnologia, emprego e renda. Ao participar do programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que o governo vai exigir que praticamente 60% dos equipamentos e serviços usados na produção sejam fabricados em território nacional.
O leilão de Libra, na semana passada, foi o primeiro feito sob o regime de partilha. Um consórcio formado por cinco empresas – a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, as chinesas CNPC e CNOOC e a Petrobras – venceu a disputa. Na ocasião, Dilma fez um pronunciamento na rede nacional de rádio e TV e declarou que há “equilíbrio justo” entre os interesses do Estado e das empresas que vão explorar e produzir o petróleo.
No programa desta segunda-feira, a presidenta enfatizou que, pelo modelo de partilha, o Brasil fica com 85% do petróleo retirado do fundo do mar e pode transformar essa riqueza em educação, saúde, desenvolvimento e criação de empregos. Segundo a presidenta Dilma, o leilão do Campo de Libra vai render R$ 1 trilhão para o governo federal, os estados e os municípios nos próximos 35 anos, além de fortalecer a indústria naval brasileira.
"Libra é a prova de que é perfeitamente possível preservar o interesse do povo brasileiro e atrair o interesse das empresas privadas", disse. Dilma também explicou que o modelo de partilha é adotado quando há petróleo de boa qualidade no campo e já se sabe a localização. Quando há dúvida em relação a esse aspecto – localização do combustível fóssil – o modelo adotado, segundo ela, é outro: o de concessão.
"Como o risco de não encontrar petróleo é alto [quando não se sabe a localização], as empresas petroleiras que o assumem, pagam royalties e participações especiais para o governo federal, os estados e para as prefeituras, e ficam com o petróleo. É justo, pois a taxa de sucesso é de apenas 20%, no melhor dos casos. No pré-sal é diferente. É por isso que nós chamamos de regime de partilha, porque dividimos o petróleo”, explicou.
A presidenta acrescentou que no próximo mês as empresas vencedoras do leilão vão pagar, ao assinar o contrato com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), R$ 15 bilhões ao governo federal. A expectativa é que a produção no Campo de Libra comece em cinco anos.
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Petrobras notifica nova descoberta de petróleo no CE

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Petrobras descobre grande reserva de petróleo em Sergipe

Uma campanha exploratória na costa de Sergipe mostra que uma área controlada pela Petrobras e um parceiro indiano possivelmente possui mais de um bilhão de barris de petróleo, disseram à Reuters fontes do governo e da indústria, reforçando esperanças de que a região se tornará em breve a maior nova fronteira petrolífera do País.
A Petrobras e a IBV Brasil, uma joint venture igualmente dividida entre as indianas Bharat Petroleum (BPCL) e a Videocon Industries, avaliaram que o bloco marítimo de exploração SEAL-11 contém grandes quantidades de gás natural e petróleo leve de alta qualidade, segundo cinco fontes do governo e da indústria com conhecimento direto sobre os resultados da perfuração.
O bloco SEAL-11 e suas áreas adjacentes, a 100 quilômetros da costa do Estado de Sergipe, podem conter mais de 3 bilhões de barris de petróleo "in situ", segundo duas das fontes. Se confirmada, a descoberta seria uma das maiores do ano nomundo. A Petrobras detém 60% do SEAL-11, enquanto a IBV possui 40%.
A Petrobras tem apostado, desde que comprou os direitos de perfurar a área há uma década, que as águas de Sergipe possuem grandes quantidades de petróleo e gás. Como operadora do bloco, a Petrobras registrou descobertas na área junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nos últimos anos, conforme é exigido por lei, mas ainda tem que anunciar suas estimativas sobre o tamanho potencial da reserva. A última perfuração deixa claro o quão grande a descoberta pode ser, disseram as fontes.
A área, onde a Petrobras está agora perfurando poços de avaliação, também oferece a oportunidade de aumentar a produção brasileira, com reservas de perfuração mais fácil e barata do que no pré-sal, gigantesca reserva em águas profundas, no litoral do Sudeste brasileiro. A primeira produção em SEAL-11 e suas áreas adjacentes é esperada para 2018, disse a Petrobras em nota.
"Sergipe, sem dúvidas, tem um grande potencial e excelentes perspectivas", disse à Reuters uma fonte do governo brasileiro com conhecimento direto sobre as descobertas da Petrobras e da IBV e de seus planos de desenvolvimento. "Eu diria que Sergipe é a melhor área do Brasil em termos de perspectiva depois do pré-sal."
Pré-sal é o nome dado a uma série de reservas de petróleo preso muito abaixo do leito marinho, sob uma camada de sal, nas Bacias de Campos e Santos. As estimativas e perspectivas sobre Sergipe às quais a Reuters teve acesso se baseiam em pelo menos dez indícios de petróleo e gás em sete poços, conforme comunicados enviados à ANP desde 16 de junho de 2011.
Em respostas enviadas por email, a Petrobras declinou dizer quanto petróleo estima haver em SEAL-11 e seus blocos adjacentes, mas disse que 16 poços perfurados desde 2008 na região de águas profundas de Sergipe encontraram vários acúmulos de petróleo, "que compõem uma nova província de petróleo na região".
O número exato somente será conhecido quando os planos de avaliação forem concluídos em algum momento de 2015, disse uma fonte da BPCL na Índia sob condição de anonimato. Alguns especialistas da indústria acreditam que os testes podem demorar mais, pelo fato da Petrobras estar atualmente sobrecarregada com outros investimentos gigantescos e estar enfrentando dificuldades para levantar fundos.
A fonte da BPCL disse que o SEAL-11 provavelmente possui entre 1 e 2 bilhões de barris de "petróleo in situ", um termo que inclui reservas impossíveis de recuperar e aquelas que podem ser economicamente produzidas. O volume pode aumentar quando as reservas nos blocos subjacentes forem incluídas.
Se a área revelar possuir 3 bilhões de barris "in situ" ou mais, ela seria capaz de produzir 1 bilhão de barris, com base nas taxas de recuperação do Brasil, de 25 a 30 por cento do petróleo existente, disse um especialista do setor petrolífero com conhecimento direto sobre o programa de perfuração.
A Petrobras e seus parceiros continuam a perfurar a área e solicitaram que a ANP aprove 8 planos de avaliação de descoberta para a região marítima, último passo antes do campo ser declarado comercialmente viável.
Gigante ou super gigante
Além SEAL-11, a Petrobras fez pelo menos mais oito descobertas no bloco vizinho SEAL-10, que é 100% de propriedade da estatal brasileira, e mais duas descobertas no bloco SEAL-4, com 75% detidos pela Petrobras e 25% pela indiana Oil & Natural Gas Corp (ONGC), segundo dados da ANP.
As descobertas não indicam, necessariamente, que há petróleo ou gás em quantidades comerciais. Todo óleo e gás encontrados durante perfurações, por mais insignificantes, devem ser comunicados à ANP.
A relutância da Petrobras para estimar as reservas no campo de Sergipe não é incomum na indústria do petróleo, onde muitas empresas só confirmam as estimativas de reservas após extensas perfurações.
Tal atitude, no entanto, contrasta com a avidez das autoridades brasileiras em enaltecer a área super gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. Em maio a ANP disse que Libra possui de 8 a 12 bilhões de barris de óleo recuperável, com base na perfuração de um único poço. O governo planeja leiloar os direitos de produção em Libra, maior descoberta petrolífera do Brasil, em 21 de outubro.
Caso a descoberta de Sergipe seja confirmada, o petróleo e o gás encontrados em SEAL-11 podem se tornar a primeira descoberta brasileira "super gigante" (na casa dos bilhões de barris) fora da região do pré-sal, onde Libra está localizada.
Recentes perfurações também sugerem que um campo gigante de gás natural pode se estender para muito além de SEAL-11, com gás suficiente para suprir todas as necessidades atuais do Brasil "durante décadas", disse uma das fontes.
Mesmo que o volume recuperável em Sergipe fique na categoria "gigante", ou seja, na faixa das centenas de milhões de barris, a área ainda seria a primeira grande descoberta marítima no Nordeste do Brasil, uma das regiões mais pobres do país.
"A descoberta é muito grande, e caso seja desenvolvida poderia transformar a economia do nosso Estado e da nossa região", disse à Reuters o subsecretário de Desenvolvimento Energético do governo de Sergipe, José de Oliveira Júnior.
Oliveira Júnior disse que não poderia dar uma estimativa do tamanho das reservas em SEAL-11, mas que elas são tão grandes que a Petrobras teria dito ao governo que provavelmente não será capaz de considerar o desenvolvimento da área por cerca de seis anos.
Autoridades em Sergipe estão ansiosas para desenvolver a área rapidamente. Petróleo há muito tempo tem sido produzido no Estado, principalmente em terra, mas os volumes são pequenos. A produção mensal em Sergipe é menor do que os maiores campos brasileiros produzem em uma questão de horas.
Os frutos da descoberta, no entanto, podem levar anos para chegar até os acionistas e residentesde Sergipe, apesar de sua proximidade da costa, da qualidade do óleo e de os reservatórios de menor complexidade sugerirem que seria mais barata para desenvolver do que os campos gigantes do pré-sal, disseram as fontes.
Situada em áreas com rochas mais porosas e permeáveis, o óleo leve poderia ser relativamente mais fácil de ser extraído em relação ao petróleo do pré-sal, mais pesado e preso em rochas mais compactas, disse uma fonte da indústria no Brasil.
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Consórcio formado por Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC arrematam Libra

O consórcio formado pelas empresas Petrobras (40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%) ganhou o 1º leilão do pré-sal. Segundo a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, o contrato, que envolve um período de 35 anos, será assinado entre as empresas ganhadoras e o ministro e Minas e Energia, Edson Lobão, dentro de um mês.
O grupo, único a apresentar proposta para a área, ofertou excedente de óleo de 41,65%. O bônus de assinatura que deverá ser pago é de R$ 15 bilhões, e o investimento exploratório mínimo é de R$ 610.903.087,00 milhões.
A ANP estima que Libra necessitará de 12 a 18 plataformas de grande porte, e de 60 a 90 barcos de apoio. A agência reguladora também projeta que o prospecto de Libra gere R$ 300 bilhões em royalties, e R$ 600 bilhões de lucro.
A Petrobras terminou o certame com 40% de participação total no campo - 30% dessa participação exigida nas regras do certame. Logo, terá que desembolsar, sozinha, R$ 6 bilhões.
Onze empresas se inscreveram para participar da disputa: CNOOC International Limited (China), China National Petroleum Corporation, CNPC (China), Ecopetrol (Colômbia), Mitsui & Co. (Japão), ONGC Videsh (Índia), Petrogal (Portugal), Petrobras (Brasil), Petronas (Malásia), Repsol/Sinopec (Espanha/China), Shell (Reino Unido/Holanda) e Total (França). Duas delas não depositaram as garantias.
Perspectivas
O pico da produção estimado para o Campo de Libra será de 1,4 milhão de barris de petróleo por dia, em dez ou 15 anos, de acordo com Magda Chambriard.
A ANP estima que Libra tenha entre 8 e 12 bilhões de barris recuperáveis de petróleo, o que corresponde a uma reserva "in situ" - nem toda ela capaz de ser extraída com a tecnologia atual - variando entre 26 bilhões a 42 bilhões de barris de petróleo, segundo estimativa da consultoria Gaffney, Cline, contratada pela agência reguladora.
Entre as obrigações do consórcio estão: a perfuração de mais poços, testes de reservatório e delimitação da área do campo, que tem mais de 1,5 mil quilômetros quadrados de extensão - em lâmina d'água de aproximadamente 1.500 metros.
Outro desafio para o consórcio será o escoamento do gás que será produzido. As estimativas são de que a produção de gás chegue a 20 milhões de metros cúbicos/dia, o equivalente a dois terços das atuais importações da Bolívia. Contudo, como não existe gasoduto na área. A Petrobras já sinalizou que grande parte da produção de gás no pré-sal será reinjetada nos poços, frustrando setores da indústria.
Fonte:TNPetróleo
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Governo realiza o leilão de Libra, a maior reserva de petróleo do Brasil

Na expectativa sobre o número de consórcios participando da disputa e de protestos contra a “entrega do pré-sal” a empresas estrangeiras, o governo realiza nesta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, o leilão do campo de Libra, o primeiro prevendo a exploração de petróleo e gás natural na camada pré-sal sob o regime de partilha (em que a União fica com parte do óleo extraído pelas empresas vencedoras).
Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a exploração do campo de Libra deve dobrar as reservas nacionais de petróleo – a estimativa é que o volume de óleo recuperável seja de 8 bilhões a 12 bilhões de barris – as reservas nacionais são hoje de 15,3 bilhões de barris. As reservas de gás somam atualmente 459,3 bilhões de metros cúbicos e também devem duplicar com Libra.
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Estatal do pré-sal será constituída na próxima semana, diz secretário

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Valor Econômic
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| Dívidas da petroleira OGX, de Eike, chegam a R$ 10,8 bilhões |

O rombo da OGX, de Eike Batista, chega a R$ 10,8 bilhões (equivalente a US$ 5 bilhões). Segundo a Folha apurou, esse é o valor atual da dívida em aberto da petroleira com os diferentes credores.
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Oswaldo Pedrosa Junior será o presidente da PPSA

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Agência Petrobras
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Escolhido o presidente da PPSA, estatal gestora do pré-sal

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Congresso homenageia Petrobras pelos 60 anos

O Congresso Nacional realizou, nesta segunda-feira (7), Sessão Solene em comemoração aos 60 anos da Petrobras. Participaram da homenagem a presidente da companhia, Graças Foster, o ex-presidente José Sergio Gabrielli, os diretores José Carlos Cosenza (Abastecimento), José Miranda Formigli (Exploração e Produção) e José Alcides Santoro (Gás e Energia) e o chefe de Gabinete da Presidência, Jorge Salles.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, representou a presidente Dilma Rousseff na solenidade. Em seu discurso, o ministro leu uma carta da presidente, na qual ela destacava o "justo reconhecimento da Casa do Povo à companhia que ajudou o Brasil a mudar para melhor".
Também participaram da homenagem a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; o presidente do Senado, senador Renan Calheiros; o presidente em exercício da Câmara, deputado André Vargas; e a diretora geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, além de senadores e deputados.
A presidente Graça Foster agradeceu a homenagem, lembrando que a criação da Petrobras foi uma conquista do povo brasileiro. "Sentimos o respeito que o povo brasileiro tem pela Petrobras", afirmou a presidente. "Seguimos unidos, crescendo, caminhando a passos largos, olhando para frente, transformando desafios em oportunidades e em riqueza para o povo e para nossos acionistas. Saber fazer, saber transformar energia é, de fato, soberania”, disse.
Graça Foster ressaltou, em seu discurso, que a Petrobras se prepara para dobrar de tamanho até 2020. "No momento em que produzimos dois milhões de barris de petróleo por dia, está sendo construída uma segunda Petrobras, que ficará pronta em breve. É essa Petrobras, de 4,2 milhões de barris de petróleo por dia, que estará refinando 3,6 milhões de barris de petróleo por dia em 2020, e que irá construir as refinarias Premium I e Premium II, no Ceará e no Maranhão", afirmou.
A homenagem foi proposta pelo senador Inácio Arruda e pelos deputados Luiz Alberto e Jilmar Tatto. A Sessão Solene contou com a apresentação do Coral Petrobras de Brasília, formado pela força de trabalho da empresa.
Fonte: Agência Petrobras
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Petrobras pode dar lance em leilão de Libra
Estatal deposita garantias, o que lhe permite aumentar sua participação no pré-sal, cujo leilão é em 21 de outubro

A Petrobras depositou garantias para ter o direito de fazer lances no primeiro leilão do pré-sal pelo sistema de partilha, apurou a Folha com o governo.
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P-55 deixa Rio Grande rumo à Bacia de Campos

A plataforma P-55 saiu no domingo (6) do Estaleiro Rio Grande 1 (ERG-1), localizado na cidade de Rio Grande (RS), após serem concluídos os serviços de integração dos módulos e comissionamento da plataforma, conclusão dos testes e inspeções para obtenção das certificações necessárias. Projeto integrante do Módulo 3 do Campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos, a plataforma ficará ancorada a uma profundidade de cerca de 1.800 metros e será ligada a 17 poços, sendo 11 produtores e seis injetores de água. A exportação de petróleo e gás natural da plataforma será realizada por dutos submarinos acoplados à unidade.
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Shell inicia produção na Fase 2 do Parque das Conchas

A Shell e seus parceiros extraíram o primeiro óleo e deram início à produção na segunda fase de desenvolvimento do projeto do Parque das Conchas (BC-10), localizado na costa sudeste do Brasil. O projeto BC-10 (Shell 50%, Petrobras 35%, ONGC 15%) é composto por vários campos em águas profundas ligados ao FPSO Espírito Santo.
Em 2009, quando foi iniciada a produção no Parque das Conchas, os campos de Abalone e Ostra foram conectados ao FPSO, juntamente com o reservatório Argonauta B-Oeste (localizado no campo de Argonauta). O pico de produção da primeira fase foi de mais de 90 mil barris de óleo equivalente por dia (boe), em 2010, e atualmente a produção está em 35 mil boe. A Fase 2 liga um quarto reservatório à embarcação, o Argonauta O-Norte (também localizado no Campo Argonauta). No seu pico, a Fase 2 deverá produzir aproximadamente 35 mil barris de óleo equivalente por dia.
“Aumentar a produção em BC-10 com a entrada em operação da Fase 2 é mais um exemplo do nosso sucesso em planejamento, desenvolvimento e execução de projetos. Este é um dia de orgulho para a Shell no Brasil”, afirmou John Hollowell, vice-presidente executivo para Águas Profundas da Shell nas Américas.
Já o presidente da companhia no Brasil, André Araujo, ressaltou: “O Parque das Conchas já entregou um excelente resultado até agora e queremos atingir o máximo de seu potencial. O primeiro óleo da Fase 2 e a decisão de investimento na terceira fase de desenvolvimento do projeto, que anunciamos em julho, são marcos importantes para a Shell no ano em que a empresa comemora seu primeiro centenário no país.”
O Parque das Conchas é um projeto em que a Shell já havia dado mostras de pioneirismo tecnológico. Durante o desenvolvimento subsea da Fase 2, foi instalado um sistema sísmico de monitoramento 4D cobrindo toda a extensão do campo. Esta rede de sensores permitirá o acompanhamento mais eficiente do comportamento dos fluidos dentro do reservatório. Esta é a instalação mais profunda dessa teconologia no mundo com cobertura total do campo (aproximadamente 1.800 metros ou 6.000 pés).
Com a expectativa de maximizar ainda mais a vida útil de produção de BC-10, a Shell e seus parceiros anunciaram recentemente, em julho, a decisão de avançar com a terceira fase de desenvolvimento do projeto, que incluirá a instalação de infraestrutura submarina nos reservatórios Massa e Argonauta O-Sul (localizados, respectivamente, nos campos Nautilus e Argonauta). Quando chegar à etapa de produção, a Fase 3 deverá alcançar um pico de 28 mil barris de óleo equivalente por dia.
Fases de Desenvolvimento do BC-10:
Fase 1: Início da produção em 2009 dos campos Abalone, Ostra e Argonauta (reservatório Argonauta B-Oeste).
Fase 2: Início de produção em outubro de 2013, reservatório Argonauta O-Norte.
Fase 3: Em julho de 2013, a Shell e seus parceiros anunciaram a decisão final de investimento para o desenvolvimento dos reservatórios de Massa e Argonauta O-Sul.
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Agência de risco corta rating da OGX para a nota mais baixa

A Standard & Poor’s (S&P) cortou o rating da OGX de “CCC-” para “D”, a nota mais baixa na escala da agência de classificação de risco. Isso significa que a petroleira de Eike Batista está inadimplente com seus compromissos financeiros e provavelmente não os honrará.
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| Após calote, OGX teria 30 dias para evitar falência |

A OGX, petroleira do empresário Eilce Batista, terá de pagar hoje uma dívida de US $ 45 milhões referente a juros de bônus externos. A expectativa do mercado é que a companhia não honre a obrigação e dê início a uma contagem regressiva para o pedido de recuperação judiciai Se não pagar o débito, terá de pedir recuperação em 30 dias para evitar um pedido de falência.
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| Presidente da Petrobras destaca investimentos da estatal no RJ |

Durante a coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (27), na sede da Petrobras, no Centro do Rio de Janeiro, a presidente da Petrobras foi questionada sobre vários assuntos que foram notícias ao longo das últimas semanas, como as recentes descobertas na bacia do Sergipe-Alagoas, valor de mercado da companhia, a saída da venezuelana PDVSA na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco e a continuidade da venda de ativos para reforçar o caixa da Petrobras.
Bacia Sergipe-Alagoas
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Refinarias no Nordeste serão licitadas até abril de 2014, afirma Graça

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Valor Econômico
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Dilma ressalta na ONU recuperação da economia brasileira

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Petrobrás concluirá ainda este ano 8 plataformas

Novas plataformas dobrarão a produção até 2020
Na semana em que foram concluídas as obras da plataforma P-55, as presidentes da Petrobras e da República, participaram, em Porto Alegre (RS), da assinatura do contrato para a construção da P-75 e P-77. "O Rio Grande do Sul hoje tem um polo naval que mostra a capacidade da indústria naval brasileira", disse Dilma Rousseff. Na ocasião, Graça Foster informou que a companhia concluirá, ainda em 2013, oito plataformas que ajudarão a dobrar a produção até 2020.
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ANP divulga lista de empresas inscritas para leilão do pré-sal

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou no início da noite desta quinta-feira, 19, a lista das 11 empresas - incluindo a Petrobrás - que pagaram taxa de participação para a 1.ª Rodada do pré-sal.
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Mais 31 contratos de concessão da 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo

Mais 31 contratos de concessão da 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foram assinados na terça-feira (17) por 8 empresas. Ao todo, são 118 contratos desde 6 de agosto, quando foram assinados 24. A Alvopetro assinou três contratos no dia 23/08 e 60 foram assinados no dia 30/08.
Para os blocos arrematados na 11ª Rodada que não tiveram seus contratos assinados foram convocados todos os concorrentes remanescentes para manifestarem o interesse em honrar os valores constantes da proposta vencedora em 5 dias úteis, seguindo a ordem de classificação como critério de preferência para assinatura dos contratos. As empresas que manifestaram interesse disporão de 30 dias para apresentar os documentos exigidos, a contar da data da convocação.
Fonte: Ascom ANP
